Prática sem teoria

Design sem nome

Por Professor Carlos Delano

Somos imediatistas. Essa é a conclusão que tiro por sempre observar que não mais querermos seguir todas as etapas necessárias para nos tornar excelentes profissionais.

O grande médico, esse que trabalha muito para salvar vidas na pandemia, por exemplo, como estuda para fazer valer a gratidão dos familiares dos pacientes e da sociedade, não é? Mas será que estudam tanto quanto os antigos?

Eu sou professor formado e escolhi seguir essa profissão para contribuir com uma educação de qualidade – Assim diz indignado o profissional que está fora do mercado e que esqueceu o livros, talvez, ainda na época de faculdade. Acredita que o pouco que aprendeu enquanto estudante (ou apenas aluno?) é o suficiente para possa exercer o seu ofício como ninguém no planeta. Coitado! Precisa entender que nada é permanente.

Para sermos profissionais de ponta no mercado, faz necessário estudar e visitar os livros assim como se visita, hoje, as redes sociais. Mas parece que ese hábito não temos mais. E as desculpas são inúmeras, passando pela falta de tempo e chegando a tempos modernos em que se estuda pela Internet.

Mochila pesada não se carrega mais nas costas. Pesquisas em bibliotecas nem pensar. E estudar, se um dia foi um hábito, deixou de ser e ninguém lembra mais. Que estudantes somos nós? Será que achamos ainda sê-los apenas porque portamos uma carteira estudantil na carteira, na bolsa, para pagar meia em estádios e cinemas?

O músico canta, porque esse é seu ofício. O médico medica porque para isso se credenciou. O professor ensina porque essa foi sua escolha. O cozinheiro cozinha porque para matar a forme de alguém ele é importante.

E o estudante? Estuda?

Carlos Delano Rebouças – Professor e Palestrante e Instrutor de vários cursos de formação profissional.   instagram.com/professor.carlosdelano/

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