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Qual é o caminho?

Jerônimo Mendes

Caminhante, não há caminho, faz-se o caminho ao andar. Essa frase não é minha, pertence a Antonio Machado, poeta espanhol que nasceu no século 19 e morreu na primeira metade do século 20. O que eu e ele temos em comum? O fato de ambos gostarem de poesia e de acreditarem piamente nisto: não existe caminho.

Se você tivesse absorvido – vamos chutar alto – em torno de um por cento do conhecimento disponível nos artigos, textos e livros que já passaram pelos seus olhos ou ainda nas aulas, palestras e treinamentos dos quais participou, talvez fosse o homem, ou a mulher, mais rico e inteligente do planeta.

O que está em jogo não é a leitura ou o dinheiro, mas as atitudes que você toma ou deixa de tomar depois de saber como as coisas funcionam ou, pelo menos, como funcionaram para alguns. Com tudo o que você já viu e ouviu até aqui, talvez não precisasse de mais nada, mas quando olha ao redor, ainda lhe falta alguma coisa e você começa a correr atrás de mais conhecimento. Leia Mais

13 dicas para equilibrar o fluxo de caixa

Jerônimo Mendes

Recebo e-mails e mensagens o tempo todo com pedidos de dicas e planilhas de controle financeiro. Uso a minha planilha há mais de dez anos e disponibilizo sempre que me pedem. Nunca perdi o controle das contas embora tenha ficado sem dinheiro algumas vezes, mas isso faz parte do processo de aprendizado até a gente criar juízo ou vergonha!

Dessa forma, elaborei 13 dicas para ajudar aqueles que, no mínimo, precisam repensar a sua situação atual, reorganizar as finanças e equilibrar o seu fluxo de caixa.

Espero que você não precise disso e faça parte daquele feliz contingente de 8% de brasileiros que não tem dívidas, mas, em todo caso, aqui estão elas:

1) Mapeie suas dívidas: empréstimos, cartão de crédito, etc. para renegociar uma por uma, sem dó nem piedade; banco existe pra isso, deixe de ser orgulhoso; depois, reduza radicalmente suas despesas ao máximo que puder; Leia Mais

Um negócio incrível chamado Amazon

Jerônimo Mendes

Jeff Bezos, o fundador da Amazon, é um ano mais novo do que eu e, por várias razões, alguns bilhões de dólares no separam. Bezos era considerado uma criança inteligente. Eu também. Quando pequeno, ele levou uma chave de fenda para o quarto e desmontou o berço. Eu cansei de fazer isso com gaiolas de passarinho, toca-discos e rádios que meu pai mantinha no velho paiol nos fundos de casa.

Em 1986, depois de se formar em engenharia elétrica e ciência da computação, em Princeton, Bezos foi trabalhar na Fitel, uma start up de tecnologia de ponta em Nova York, onde construiu uma rede de computadores para comunicações financeiras.

Depois da Fitel, Bezos entrou para o Bankers Trust onde tornou-se o mais jovem vice-presidente daquela instituição financeira, em 1990. Dois anos depois, passou para a D.E. Shaw & Co. onde tornou-se também o vice-presidente. Leia Mais

A força dos microempreendedores

Jerônimo Mendes

Em seu livro A Riqueza das Nações, Adam Smith explicou a lógica do capitalismo por meios das operações e dos interesses do açougueiro, do padeiro e do cervejeiro. Para Smith, o capitalismo é uma relação complexa de interesses interligados e regidos pela mesma lógica das engrenagens de um relógio em funcionamento.

Na prática, os bens e serviços produzidos pelo açougueiro, pelo padeiro, pelo cervejeiro, assim como os de tantas outras profissões e empresas de pequeno porte, são importantes para movimentar a complexa engrenagem da economia local que, por sua vez, faz rodar a economia nacional e a mundial.

Atualmente, os empreendedores por oportunidade estão em alta e se fazem presentes em todos os segmentos da economia, entretanto, é necessário levar em conta o número de empreendedores por necessidade. Além de representar uma grande parte dos empreendedores globais, eles também são importantes para a economia de qualquer cidade ou país. Leia Mais

Modelos mentais dos empreendedores de sucesso

Jerônimo Mendes

Criar e consolidar uma empresa de sucesso é um desafio permanente. Persistência, boa vontade e disciplina ajudam, entretanto, antes mesmo de o negócio evoluir, é preciso afinar o discurso e adotar ações consistentes e duradouras que vão além da emoção.

Empreender é algo que transcende a lógica do mercado. Quem não conhece algum empreendedor que, contrariando todos os prognósticos, se deu bem na vida por ter reunido qualidades não ensinadas nas escolas?

Obviamente, isso fazia muito sentido há algum tempo quando não existiam recursos e ferramentas disponíveis para desenvolver a habilidade de empreender. Atualmente, o empreendedor pode contar com um arsenal imensurável de possibilidades para crescer de maneira sólida no mercado. Leia Mais

Governança Corporativa nas PMEs

Jerônimo Mendes

Em primeiro lugar, vale dizer que não é mais necessário inventar a roda. Depois de tudo o que já vivemos e conquistamos, basta utiliza-la com sabedoria. O termo “governança corporativa” ainda assusta, entretanto, é mais simples do que se imagina.

Na definição do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, o termo define bem o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal.

De maneira geral, as boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade com base em quatro princípios importantes: 1) transparência; 2) equidade; 3) accountability (prestação responsável de contas); 4) responsabilidade corporativa. Leia Mais

Respeito e espírito empreendedor

Jerônimo MendesDe acordo com o relatório do GEM – Global Entrepreneurship Monitor 2012, o Brasil conta hoje com aproximadamente 32 milhões de empreendedores. Desse total, em torno de 50% são homens e 50% são mulheres. Quase 80% deles encontram-se na faixa dos 18 aos 45 anos. Em 1999, primeiro ano da pesquisa, a participação das mulheres não chegava a 30%.

O relatório é feito por estimativa e leva em conta todo tipo de negócio: empresas de fundo de quintal ou garagens, autônomos, ambulantes, pequenos, micros, não importa a origem. Se for algo por conta própria, com empresa registrada ou mesmo sem carteira profissional assinada, vale.

O que chamou a atenção no último relatório do GEM foi o aumento do número de empreendedores por oportunidade que atingiu a incrível marca de 69,2% do total, diferente de quando a pesquisa foi iniciada. Naquela época, esse número era de 54% e em 2002, o pior ano, girou em torno de 42%. Leia Mais

O lado humano da estratégia

Jerônimo Mendes

De acordo com o pesquisador britânico Gareth Morgan, autor do best sellerImagens da Organização, “as organizações em geral são em essência realidades socialmente construídas que estão muito mais nas cabeças e mentes dos seus membros do que em conjuntos concretos de regras e relacionamentos”.

Isso quer dizer que as empresas, seja qual for o porte, tendem a carregar no seu DNA o pensamento do líder ou criador. É o caso da Microsoft, da Apple, da Cacau Show, do Facebook, do Google, da Honda, de O Boticário, da Sony e milhares de outras que carregam na sua filosofia muitos traços marcantes do pensamento de seus idealizadores.

Se as empresas são o reflexo da vontade dos donos, será que estes, por sua vez, ao longo do tempo vão substituindo o discurso do sonho, da estratégia e da filosofia de vida empreendedora por discursos mais frios, agressivos e competitivos, a partir do momento em que se tornam mais influentes, ricos e poderosos? Leia Mais