Home / Gestão / Por que as empresas devem contratar mulheres 45+ para cargos de liderança?

Por que as empresas devem contratar mulheres 45+ para cargos de liderança?

O estudo B2B (McKinsey & Company, Women Matter: The Power of Mature Talent, 2023) aponta que mulheres acima de 45 anos controlam 50% da riqueza privada global e influenciam 64% das decisões de compra em mercados. Além de gerar valor interno, mulheres 45+ são decisivas na conexão com o consumidor sênior, um mercado que movimentará US$ 27 trilhões globalmente até 2025, segundo a AARP (Global Longevity Economy Report, 2023).

De acordo com o Censo Demográfico de 2022 (clique aqui), o Brasil tem 104,5 milhões de habitantes mulheres, o que representa 51,5% da população. O cálculo para a população com 60 anos ou mais de idade indicou que existem aproximadamente 78,8 homens para cada 100 mulheres. Essa diferença da longevidade da mulher pode trazer novos rumos ao mercado de trabalho, uma vez que essa é a força de trabalho sênior mais disponível para o trabalho. A análise é de Cris Sabbag, CDO da Talento Sênior – Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda. A especialista aponta ainda as principais vantagens para empesas na contratação de mulheres 45+:

  1. Tomam decisões mais maduras: com a experiência acumulada, as profissionais maduras podem avaliar melhor as opções e escolher as soluções mais apropriadas para cada desafio;
    Habilidades de liderança: com anos de experiência em elas conseguem gerenciar equipes e projetos com mais habilidade;
  2. Mentoria: essas profissionais podem servir como mentoras para trabalhadores mais jovens, ajudando-os a desenvolver habilidades e conhecimentos valiosos;
  3. Habilidades de comunicação: tendem a ter habilidades de comunicação mais desenvolvidas, tornando o ambiente de trabalho mais colaborativo;
  4. Resolvem problemas de forma criativa: pois conseguem ter uma abordagem mais ampla para resolver problemas;
  5. Menos resistente para novas formas de contrato de trabalho: as mulheres são menos resistentes aos novos formatos de contrato de trabalho, como o proposto pela Talento Sênior, baseado no modelo Talent As a Service, ou TaaS, uma alusão ao conceito do Software As a Service (SaaS) da seara tecnológica. Esse modelo propõe o compartilhamento de profissionais maduros e experientes entre empresas, a partir de um conceito de contratação flexível. Esses profissionais negociam horas de trabalho por semana em um conceito no qual o tempo que vai dedicar a um projeto é o principal coeficiente;
  6. Melhor atendimento ao cliente: são hábeis para lidar com clientes, e garantir a satisfação e bom atendimento;
  7. Conhecimento especializado: podem ter conhecimentos mais aprofundados em áreas específicas;
  8. Multitarefa: tendem a ter mais experiência em multitarefa e gerenciamento de várias tarefas simultaneamente;
  9. Resiliência: tendem a ser mais resilientes e capazes de lidar com pressão e estresse no trabalho.

“A mulher madura, de forma geral, tem uma das habilidades mais desejadas pelas empresas: trabalhabilidade, que diz respeito à capacidade de gerar valor e renda, utilizando suas habilidades e competências, em diferentes situações e contextos de trabalho para a liderança”, conclui Cris Sabbag.

📷Foto: Arthur Calasans

Sobre a Talento Sênior

A Talento Sênior é uma empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ e que gera impacto social a partir de modelos de contratação que impulsionam a inclusão social e econômica por meio do trabalho.

  • Fazer bem o seu trabalho não vai te promover. O que o mercado espera é percepção de valor

    Por Rodrigo Almeida Em meio a um mercado de carreiras cada vez menos linear, são muitos os profissionais que (ainda) apostam no desempenho técnico como principal diferencial competitivo. A questão é que, em muitos contextos organizacionais, entregar bem deixou de ser diferencial para se tornar apenas pré-requisito. Tecnicistas e operacionais, profissionais empregados que entregam o
  • Inclusão não é despesa: por que a tecnologia assistiva é o melhor investimento em capital humano

    Por Pedro Paulo Morales Você já assistiu a uma palestra de uma pessoa que não pudesse falar e, mesmo assim, foi possível ouvir sua voz? Isso já é real com o uso das Tecnologias Assistivas. Sempre defendi que, no mundo corporativo e na justiça social, números só fazem sentido quando carregam histórias. Estatísticas frias não
  • Quando montar time interno é mais arriscado do que terceirizar

    Por Ronald Dener* A pressão por transformação digital tem levado empresas de diferentes setores a acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e produtos digitais. Nesse cenário, muitas organizações ainda acreditam que montar equipes internas é a alternativa mais segura para manter controle sobre processos e conhecimento estratégico. No entanto, estudos recentes indicam que estruturar um
  • Marketing de performance e influência: como marcas digitais estão revolucionando a aquisição de usuários no Brasil

    Modelo híbrido combina campanhas de branding com estratégias de afiliados, CRM e personalização em escala. Enquanto o mundo todo observava o crescimento das plataformas de tecnologia e das redes sociais, um movimento paralelo ganhava força no país: a sofisticação das estratégias de aquisição de usuários. Grandes anunciantes digitais descobriram que não bastava ter um bom
  • A Tirania do ‘Responder Agora’: Como o imediatismo corporativo está destruindo a profundidade.

    Por Pedro Paulo Morales Vivemos um tempo em que o silêncio incomoda e a espera parece uma falha de caráter. No ambiente corporativo, responder rápido deixou de ser uma virtude para se tornar uma exigência quase inegociável. E-mails, mensagens instantâneas e notificações constantes criaram uma cultura onde o tempo de resposta é confundido com competência
Banner
Marcado:

Deixe um Comentário

Descubra mais sobre Falando de Gestão

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading