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32% das empresas consideram manter talentos aposentados como consultores ou conselheiros

Pesquisa da Robert Half mostra que companhias também combinam retenção de conhecimento, via tecnologia e gestão, com o treinamento de novas lideranças

São Paulo, junho de 2026 — A saída gradual de lideranças experientes já mobiliza discussões nas organizações. Em meio a uma transição geracional acelerada, as empresas começam a estruturar iniciativas para preservar conhecimento crítico, reduzir as perdas de capital intelectual e preparar as novas gerações para posições executivas. Um estudo da Robert Half mostra que esse movimento já se traduz em ações concretas. Entre as medidas avaliadas, 32% das companhias consideram manter profissionais aposentados como consultores e conselheiros para preservar o conhecimento de Boomers e da Geração X.

Os líderes atuais carregam décadas de experiência acumulada, tendo atravessado ciclos econômicos complexos, períodos de inflação elevada e transformações profundas no ambiente de negócios. Ao mesmo tempo, Millennials e talentos da Geração Z chegam com outra dinâmica de trabalho, mais conectada ao digital e a novas expectativas em relação à cultura organizacional, propósito e liderança.

“A aposentadoria se tornou muito mais fluída. Uma parcela relevante dos profissionais não quer simplesmente se desligar, mas continuar contribuindo de outras formas. Quando a organização abre espaço para novos modelos, a exemplo de oportunidades como conselheiros ou consultores, mantém acesso a um capital intelectual que levaria anos para ser reconstruído”, diz Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half.

Com isso em mente, manter o acesso a essa expertise tornou-se uma parte importante dos esforços de planejamento sucessório e desenvolvimento de lideranças. As companhias tentam equilibrar duas necessidades simultâneas e urgentes: garantir a transferência da expertise acumulada ao longo dos anos e acelerar o desenvolvimento de competências alinhadas às demandas do futuro.

TOP 10 estratégias para proteger a expertise de Boomers e Geração X

Tecnologia para preservação do know-how institucional

49%

Implementação de sistemas de gestão do conhecimento

46%

Programas de capacitação para novas lideranças

46%

Criação de oportunidades de colaboração intergeracional

37%

Workshops de transferência de conhecimento

35%

Programas de mentoria e mentoria reversa

35%

Manter profissionais aposentados como consultores e conselheiros

32%

Iniciativas de storytelling cultural e organizacional

31%

Introdução de um modelo operacional ágil

30%

Direcionar entrevistas de desligamento para retenção de informações

26%

“Empresas lidam com uma janela curta para transferir o repertório crítico enquanto ainda contam com essas lideranças em atividade, o que torna essa ação uma prioridade para os próximos anos. Mentorias, tanto tradicionais quanto e reversas, vêm ganhando espaço porque criam uma troca real. Profissionais em início de carreira adquirem conhecimentos valiosos sobre o negócio, enquanto os mais experientes se beneficiam de novas perspectivas e formas de trabalhar, influenciando positivamente a maneira como pensam e atuam”, comenta o diretor da Robert Half. 

À medida que as organizações trabalham para preservar o conhecimento institucional, também investem na próxima geração de líderes.

TOP 10 estratégias para encorajar/aprimorar Millennials e Geração Z

Desenvolvimento de lideranças orientadas por propósito

48%

Oportunidades de aprendizado prático e aplicado

48%

Integração de saúde mental e bem-estar aos treinamentos gerenciais

45%

Trilhas de liderança com foco em diversidade e inclusão

37%

Programas voltados para o perfil empreendedor

37%

Treinamentos flexíveis e híbridos

37%

Incentivar transparência e autenticidade nos estilos de liderança

35%

Programas de mentoria e mentoria reversa

29%

Incorporar plataformas de aprendizado entre pares

28%

Enfatizar competências de gestão voltadas ao digital

28%

“Existe uma mudança interessante no comportamento das novas gerações. Nem todo mundo enxerga a liderança executiva como próximo passo natural. Isso exige das companhias um desenho mais intencional dessa jornada, com experiências concretas e visibilidade real sobre o impacto do cargo. Quando isso acontece, o interesse tende a surgir de forma mais consistente”, complementa Custódio

Metodologia
Pesquisa online desenvolvida pela Robert Half e conduzida por uma empresa de pesquisa independente. Os respondentes incluem 100 executivos brasileiros (incluindo c-level, membros de conselhos, diretoria, alta gerência e média gestão)

Sobre a Robert Half
É a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania, a Robert Half aparece em listas das empresas mais admiradas do mundo. Robert Half é reconhecida, também, por seu compromisso de promover a igualdade e proporcionar uma cultura inclusiva.

Para mais informações à imprensa
RPMA Comunicação

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