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Nosso Centro de Humanidades da Uece

Design sem nome

Por Carlos Delano Rebouças

Foi uma época marcante na minha vida, período em que pude ter a oportunidade de conhecer o mundo, descobrir novos saberes, conhecer novas pessoas e iniciar a despedida do até então científico (ensino médio).

Época em que conheci o ambiente universitário, encantador, o qual me possibilita até hoje o exercício profissional. Época em que me sentia mais autônomo, mais liberto, mais Carlos Delano. Um divisor de águas, na real, na minha vida.

E olhando para esses bancos, que em tempos invernosos ficam encobertos de uma camada suave de lodo, sentávamos para um bate-papo sem as interrupções de um celular que estava dando suas boas-vindas apenas para alguns, com exceção desse simples mortal que vos fala, tímido habitante da periferia. Neles, ríamos juntos e repetíamos os versos das canções tocadas e cantadas por alguns colegas que dedilhavam, em seus violões, Geraldo Azevedo, Tunai, Vandré e tantos outros que nos inspiravam.

Na sua, Ari, o nosso amigo de sempre, acompanhava tudo negociando seus livros que ficavam expostos sobre a bancada. Uma pessoa extraordinária que acredito ainda fazer parte desse mundo, levando àqueles que não podia (podem) comprar livros novos a oportunidade de conhecer o novo pelos usados.

Ah, Centro de Humanidades da Uece, como deixa saudades! Do Toinho, da Madalena, do Seu Erasmo, do Morais da Coema, do Latim e de todos nós… Obrigado por ter me permitido viver por anos nesse espaço que me ajudou a ser o homem e cidadão de hoje!

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