O setor de Recursos Humanos atravessa uma mudança estrutural na forma como se comunica com candidatos reprovados em seleções de emprego. Especialistas em gestão de pessoas defendem que o feedback humanizado — o retorno detalhado e empático — tornou-se uma ferramenta essencial para fortalecer a marca empregadora e evitar o “ghosting” corporativo, termo usado quando a empresa interrompe o contato sem explicações.
Impacto na marca empregadora
A ausência de retorno após entrevistas gera frustração e danos à imagem da companhia no mercado. Segundo consultorias de carreira, candidatos que recebem respostas construtivas tendem a manter uma percepção positiva da marca, mesmo após a negativa. A prática ajuda a manter as portas abertas para futuras oportunidades e evita críticas em redes sociais profissionais.
“O processo seletivo é a primeira experiência do talento com a cultura da empresa”, afirmou um especialista em aquisição de talentos.
Como estruturar o retorno
Para que o feedback seja efetivo e respeitoso, profissionais de RH sugerem seguir critérios de transparência e objetividade. O objetivo é transformar a negativa em uma oportunidade de aprendizado para o profissional.
As principais recomendações incluem:
- Personalização: Evite mensagens automáticas e genéricas que não mencionam o desempenho individual;
- Clareza técnica: Aponte quais competências (hard ou soft skills) pesaram na decisão final;
- Agilidade: Envie o retorno no menor tempo possível após o encerramento da etapa;
- Acolhimento: Use uma linguagem empática que reconheça o esforço e o tempo investido pelo candidato.
A humanização das etapas de recrutamento reflete uma tendência de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) voltada para o bem-estar social. Empresas que investem em processos transparentes registram maior engajamento em novos anúncios de vagas e atraem perfis mais qualificados.
Fonte: Revista Você S/A
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