Carlos Delano Rebouças
Não precisamos ser velhos para nos lembrarmos da turma do Scooby-Doo, até mesmo porque ultimamente ganhou uma nova versão, uma nova roupagem, bem a cara do público jovem. E como esse famoso desenho animado nos ensinou (e ensina) sobre a vida, não é?
Em todos os episódios, a tensão predominava em função da trama que se desenrolava. Entre o medo e a coragem, o trabalho em equipe funcionava na montagem de um imenso quebra-cabeça, a fim de se descobrir o que se escondia por trás de um disfarce. Comportamentos diferentes e paradoxais dividiam-se entre os membros de uma equipe que se mostrava unida até em momentos de pavor.
Todos eram (ou são) protagonistas, mas é a figura do Scooby-Doo que dá nome à turma; um cão desajeitado e desencorajado, bem mais próximo do Salsicha, seu fiel e grande amigo, que de alguma forma levava (ou leva) a alegria para um ambiente majoritariamente tenso e assustador.
Mas quem nos episódios assume a caricata figura de vilão?
O maniqueísmo sempre esteve presente em todos os momentos da nossa vida. Essa visão de mundo baseada entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, e sem meio-termo, parece não ter um capítulo final. E a escolha de protagonizar o mal em meio às trevas parece ser a ideal para muitas pessoas. Assim também é nos episódios do adorável desenho animado.
Toda a tensão que predomina ao final de cada um deles, quando a máscara do vilão cai, sempre o homem assume esse papel. Jamais vi, em nenhum dos episódios assistidos, a figura de outro cãozinho ou qualquer outro animal irracional, que não é o caso do Scooby.
A turma do Scooby-Doo nos ensinou (ensina) que esse mesmo homem que cria, também destrói. Que esse mesmo ser que aproxima, também afasta. Faz rir ao mesmo tempo que leva ao choro. Encoraja e também amedronta. É mocinho e vilão conforme a conveniência.
Viva ao Scooby, que se mostra puro, único e verdadeiro. Ele não tem disfarce.
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O QUE A TURMA DO SCOOBY-DOO NOS ENSINA?
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Quando Mudar Começa na Mentalidade
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