Carlos Delano Rebouças – Educador Profissional/Palestras e Treinamentos
Embora haja quem não saiba precisamente, mas a humanidade levou cerca de 300 mil anos, desde o surgimento do Homo sapiens, para desenvolver um sistema formal de escrita. A comunicação escrita, em especial, como conhecemos hoje, apareceu há pouco mais de 5.000 ano, lá por volta de 3300 a.C.
Surgida na Mesopotâmia, por volta de 3.500 a C., a escrita passou a ser uma das maiores e mais importantes “invenções” do homem, pois simboliza a sua evolução, assim como se trata de um dos recursos mais eficientes de manifestação cultural, bem como aproxima os povos e cria identidade.
Com o surgimento doa computadores, da tecnologias digitais, hábitos passam por uma acelerada transformação. O longo tempo que levamos para desenvolver a escrita à mão parece nada em relação a rápida aprendizagem da digitação. Escrever com o uso de um lápis, de uma esferográfica ,deixa de ser um diferencial e passa a ser obsoleto em relação a teclar com todos os dedos.
Chegamos, então, a era dos smartphones! Momento em que o interesse de teclar num computador, num notebook, perde total interesse. Agora, o que mais parece convidativo é usar os polegares numa incrível velocidade, pois o mundo gira em torno das redes sociais. Escrever como antigamente causa dores e até câimbras nas articulações das mãos. E não precisamos passar de poucas linhas ou frases para sentirmos nossas dores, não é?
O impactos também são sentidos na leitura. Isso mesmo. O nível de escrita e leitura do brasileiro é marcado por um assustador analfabetismo funcional. Embora a taxa de analfabetismo absoluto esteja em cerca de 4,9%, 29% da população adulta é incapaz de interpretar textos e informações básicas. Em avaliações internacionais, como o PISA, cerca de 50% dos jovens brasileiros estão no nível mais baixo de compreensão de leitura.
O nível de escrita e leitura do brasileiro é marcado pelo analfabetismo funcional e se estende a todas as faixas, a todas as gerações. Contudo, esse percentual da população adulta, incapaz de interpretar textos e informações básicas, se distancia de uma minoria de 3% da população capazes de ler, compreender e interpretar todo e qualquer tipo de texto. É um preocupante cenário em que podemos também incluir a escrita, pois as duas habilidades costumam caminhar juntas no processo de aprendizagem e desenvolvimento humano.
E o que se espera para o futuro, que não é mais tão distante assim? Na verdade, não podemos definir. As mais recentes gerações (Z e Alpha) nasceram em meio a toda essa revolução tecnológica. Práticas manuais perdem espaço para um simples e rápido toque.
Pensar parece dar trabalho. E o que importar Caprichar, se a inteligência artificial se encarrega disso?
Parece que estamos desprendendo em vez de aprender. Uma palavra mais parece ser uma frase. Escrever uma frase cansa como se fosso uma página inteira. Aborrece só de pensar de produzir uma redação. Já ficamos cansados antes mesmo do fim do parágrafo introdutório.
Será um retrocesso disfarçado de evolução?
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Será um Retrocesso Disfarçado de Evolução?
Embora haja quem não saiba precisamente, mas a humanidade levou cerca de 300 mil anos, desde o surgimento do Homo sapiens, para desenvolver um sistema formal de escrita. A comunicação escrita, em especial, como conhecemos hoje, apareceu há pouco mais de 5.000 ano, lá por volta de 3300 a.C.Surgida na Mesopotâmia, por volta de 3.500 a C., a escrita passou a ser uma das maiores e mais importantes “invenções” do homem, pois simboliza a sua evolução, assim como se trata de um dos recursos mais eficientes de manifestação cultural, bem como aproxima os povos e cria identidade.
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