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Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil

Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil

O avanço do mercado de K-Beauty no Brasil tem provocado impactos diretos na cadeia logística internacional, especialmente nas operações de importação vindas da Coreia do Sul. K-Beauty é o termo usado para definir a indústria de beleza e skincare da Coreia do Sul. A expressão vem de "Korean Beauty" e engloba produtos, tendências, rotinas de cuidados com a pele, maquiagem e tecnologias cosméticas desenvolvidas no país.

Dados do Google Trends 2025, divulgados pela Veja, mostram que as buscas pelo termo cresceram 70% em relação ao ano anterior, refletindo a aproximação do consumidor brasileiro às tendências de beleza asiática. Esse aumento da demanda, impulsionado pela influência cultural e pela busca por inovação em cuidados de pele, tem exigido processos logísticos mais especializados, envolvendo desembaraço aduaneiro, consolidação de cargas, controle de prazos e armazenamento adequado para produtos sensíveis.

De acordo com Rosa Amador, diretora comercial de logística da Samsung SDS, braço de TI e logística do Grupo Samsung, o crescimento das importações vem mudando a dinâmica entre os dois países: "Houve um aumento relevante nas operações aéreas, principalmente pela necessidade de reduzir o transit time e garantir maior controle sobre produtos sensíveis. Hoje, os importadores buscam parceiros que ofereçam visibilidade, rapidez e segurança operacional desde a origem até a entrega final".

Segundo a executiva, o crescimento do K-beauty no Brasil está ligado à inovação e ao custo-benefício dos produtos importados da Coreia do Sul. "Os cosméticos coreanos ganharam espaço por oferecerem tecnologia aplicada, ingredientes diferenciados e excelente relação entre qualidade e preço. Nesse cenário, a Samsung SDS atua como parceira estratégica para apoiar importadores e marcas que buscam maior eficiência nas operações entre Coreia do Sul e Brasil", afirma.

O avanço das importações também trouxe novos desafios para o setor. Rosa Amador explica que produtos cosméticos exigem documentação específica, atenção às exigências da Anvisa e controle rigoroso para evitar atrasos no desembaraço aduaneiro. Além disso, ela ressalta que prazos de entrega se tornaram críticos, já que muitas marcas trabalham com lançamentos frequentes e alta expectativa do consumidor.

"Alguns produtos demandam cuidados específicos de armazenamento e transporte para preservar suas características e qualidade. Com isso, destacam-se empresas que auxiliam os clientes por meio da gestão integrada da importação, suporte operacional especializado e acompanhamento próximo de cada etapa da operação, contribuindo para reduzir riscos e otimizar prazos", reforça.

Tecnologia aplicada à logística

A digitalização tem desempenhado papel central nesse processo. Rosa Amador ressalta que soluções de rastreamento em tempo real, integração de dados e automação permitem maior visibilidade e controle das operações: "Ferramentas que centralizam informações de embarque, status aduaneiro e prazos ajudam as empresas a terem mais previsibilidade, reduzirem custos e minimizarem impactos operacionais".

Diante desse panorama, a Samsung SDS tem investido em tecnologia aplicada à logística para oferecer maior controle operacional e inteligência de dados, com soluções door-to-door, gestão completa de importação, transporte aéreo internacional, desembaraço aduaneiro, armazenagem e distribuição nacional.

Perspectivas futuras

Um levantamento da Fortune Business Insights estima que o mercado global de cosméticos deve atingir US$ 375,62 bilhões em 2026, podendo chegar a US$ 644,17 bilhões até 2034. A região da Ásia-Pacífico lidera o setor, impulsionada por gastos elevados em produtos de beleza e pela rápida adoção de cuidados de pele premium, avaliados em US$ 132,92 bilhões em 2024.

No Brasil, a tendência é de continuidade no crescimento do K-beauty. O acordo assinado em fevereiro de 2026 entre Brasil e Coreia do Sul para aprofundar relações econômicas bilaterais deve reduzir barreiras burocráticas e acelerar a entrada de produtos sul-coreanos, ampliando a disponibilidade e potencialmente reduzindo custos para consumidores e distribuidores.

"O consumidor brasileiro está cada vez mais conectado às tendências globais e aberto a novos produtos e experiências, o que deve manter o segmento aquecido. Isso deve aumentar a demanda por operações internacionais mais rápidas, flexíveis e tecnológicas, especialmente no modal aéreo, além de impulsionar investimentos em infraestrutura, digitalização e soluções especializadas. A Samsung SDS acompanha esse movimento de perto e segue ampliando sua capacidade operacional e tecnológica para oferecer soluções cada vez mais estratégicas", conclui Rosa Amador.

Para saber mais, basta acessar: https://www.samsungsds.com/la/index.html

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