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Qual o Sentido da Sua Vida?

Por Carlos Delano Rebouças

Diz o ditado popular que “Mente vazia, oficina do Diabo”. Essa máxima geralmente é aplicada em ocasiões que se evidenciam atitudes descompensadas, de graves consequências, que poderiam ser evitadas caso seus protagonistas estivessem de alguma forma ocupados, sem tempo para pensar em bobagens.

Fato é que nem sempre ter uma ocupação que lhe tome o tempo – esse precioso bem comum a todos nós, independentemente do possa nos distinguir – vai ser suficiente para se evitar o que pode vir a ser um absurdo. Ter uma agenda diária de atividades, que nos consomem todo tempo disponível, nada tem a ver com as gaps que insistem em se evidenciar nas mais variadadas oportunidades, levando-nos a agir de uma forma que nem sempre corresponde com o somos de verdade.

Inevitavelmente, passamos a ficar vulneráveis a impulsos e atitudes impensadas. E quando não preenchemos nossa mente de forma consciente, o tédio, a ansiedade ou o imediatismo assumem o controle, resultando em reações automáticas das quais costumamos nos arrepender.
Conforme pesquisas da Dra. Cassie Holmes, Cientista Comportamental, Professora e pesquisadora na UCLA Anderson School of Management, pessoas com menos de duas horas livres por dia são severamente infelizes e estressadas. Por outro lado, também descobriu que ter mais de cinco horas livres por dia gera o mesmo nível de insatisfação, visto que o cérebro humano precisa sentir que tem um propósito, um sentido.

Diante dessas constatações, fica evidente que o segredo científico do bem-estar está no equilíbrio do tempo, bem como na forma como utilizamos esse democrático recurso, para que sejamos produtivos sem abdicar de tudo que possa nos fazer bem e proporcionar a sensação de que somos úteis.

Ainda sob a perspectiva científica, o professor e neurocientista Pedro Calabrez afirma que “Ignorar ou fugir do vazio, através do excesso de trabalho ou de distrações momentâneas, não resolve o problema. As emoções não digeridas acumulam-se, fazendo com que as angústias cresçam como “monstros” ou fantasmas internos que continuam nos assombrando”.

Vejam que aos olhos da ciência, traduzido nas concepçoes de especialistas, essa relação entre o homem e o tempo, combinada com o sentido que damos à nossa existência, parece ser o “x da questão” desse enigma que permeia uma sociedade se define como moderna, apressada e impaciente, mas que prefere discutir o sexo dos anos, diante do caos, a repensar sua vida e suas atitudes, bem como a ressignificar o real sentido de sua existência

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