A nova liderança: motivar para realizar

O novo líder é chamado a trabalhar a ambidestria

Por: Adir Ribeiro, CEO e fundador da Praxis Business

Adir Ribeiro, CEO da Praxis Business

Adir Ribeiro, CEO da Praxis Business

Os líderes de hoje precisam exercer uma liderança humanizada, com conexão emocional e foco em resolução de problemas. Essa é uma tendência mundial pelo que temos observado nos grandes congressos globais (NRF, IFA, ATD). E penso eu, que uma empresa com executivos que busquem aprimorar suas habilidades enquanto líderes terá maior potencial de orquestrar os colaboradores e motivar cada um a se sentir mais apto a realizar ações e projetos com mais autonomia e mais empoderamento.

Nesse novo momento de transformação – nos negócios, no mercado, no comportamento do consumidor e nas relações de trabalho -, o novo líder precisa inspirar o time a realizar, a solucionar problemas e inovar dentro das incertezas, das tensões, das ambivalências e dos conflitos.  Precisamos inspirar nosso time a se tornar mais resiliente, mais adaptável, e a se tornar mais protagonista e responsável por seu próprio autodesenvolvimento e evolução.

Seja como líder coach, de influência, líder servidor, ou qualquer que seja o termo mais atual do momento, o que é significativo é: termos líderes que busquem evoluir como pessoas mais humanas, buscando autoconhecimento, maturidade, empatia, capacidade de gerir emoções e conflitos, e, claro, de resolver os problemas e desafios que se apresentam. É preciso oferecer mais autonomia, abrir espaço para o empoderamento das pontas. Com isso, ganhamos mais agilidade e velocidade nos processos e decisões. Mais contexto e menos controle, como venho reforçando aqui.

Por isso, também, se fala hoje que o novo líder é chamado a trabalhar a ambidestria. Na mão direita a operação, na esquerda a inovação – sem descuidar de nenhuma parte. O líder ambidestro é capaz de lidar com tensões geradas nas interações entre o que é operacional, muitas vezes com uma sistemática consolidada, e uma mudança no modelo de negócios, que visa explorar caminhos novos e novas frentes de mercado.  Gerencia a tensão entre as partes envolvidas, considerando as necessidades de cada lado, e como elas beneficiam o negócio como um todo.  Cria condições de segurança psicológica, que é primordial para que a criatividade se manifeste, sem medo de objeção ou crítica. Encara o erro como um caminho para o resultado. Incentiva a testagem e gratifica os acertos.

Desenvolver o colaborador enquanto um líder, por meio de programas de capacitação voltados ao desenvolvimento dessa competência que reúne saberes diversos, é imprescindível também para que esse executivo possa gerenciar conflitos na sua equipe, trabalhar as diferenças e a diversidade de visões, reter talentos, reduzir turnover, o que exige aptidões como a boa comunicação, a agilidade emocional, a adaptabilidade, e a boa gestão estratégica de pessoas.

No final, todos mais alinhados, geram melhor experiência para os consumidores, o que vai gerar melhor performance para o negócio e para empresa como um todo. Eis um porquê liderar, engajar, influenciar, envolver, incentivando pessoas entusiasmadas a solucionarem um problema que as motiva a agir.

Lembre-se: As pessoas se engajam pelos motivos delas. Descubra estes motivos ouvindo mais a sua equipe.  Ao líder cabe inspirar e motivar – não porque seja inabalável, mas porque sabe usar seu potencial e valorizar o do seu time. Precisamos assumir mais que somos seres humanos imperfeitos na essência, mas que podemos ser muito competentes em algo específico e estimular que os outros exerçam o seu melhor papel na função que lhes cabe e em seus relacionamentos. Isso é liderança. Isso é maturidade humana. Isso é também uma vida à serviço e com sentido

Fonte: Content.PR

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