Por Pedro Paulo Morales
Atualmente, mesmo com avanços tecnológicos e uma variedade de aplicativos que facilitam nosso dia a dia, muitos estão mais ansiosos e com menor qualidade de vida, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. Por que isso acontece? Talvez porque fomos feitos para usar a nossa criatividade e a habilidade de nos conectar com outras pessoas, e não apenas interagir com máquinas e aplicativos.
Apesar dos avanços como inteligência artificial e aplicativos que geram relatórios precisos, muitos se sentem perdidos. No relatório de agosto de 2025 da Robert Half e School of Life, mais da metade dos líderes e quase 60% dos liderados usavam medicação para ansiedade e estresse, um aumento expressivo em relação a 2024, quando os números eram menos de um quarto para os líderes e um pouco mais de 20 % para os liderados o que mostra que o problema está avançando a passos largos e com mais ênfase entre os liderados.
O Chartered Institute of Personnel and Development (CIPD), uma associação para profissionais de gestão de recursos humanos localizada em Londres, relata que o absentismo atingiu seu maior nível em dez anos o que mostra que cada vez mais as pessoas querem estar longe de ambiente de trabalho toxico e não longe do trabalho em si.
Como sempre escrevo em meus artigos, a pressão por produtividade impacta negativamente a criatividade e a qualidade vida das pessoas e já passou da hora das empresas entenderem isso.
As novas gerações questionam o impacto do trabalho atual em suas vidas. Será que a busca por lucro a qualquer custo e uma boa situação financeira justifica a perda de qualidade de vida? É importante lembrar que humanos precisam de interação para viver, exercitar a sua criatividade e o mais importante amar e ser amado.
Pesquisas mostram menos uso de redes sociais em favor de interações reais, e isso já foi comprovado pelas próprias big techs e estudos de comportamento. Como as empresas podem adaptar-se a essas mudanças de comportamento?
Para promover bem-estar e criatividade nas empresas, é importante estimular interações presenciais, como eventos e cafés colaborativos, incentivar projetos em grupo e estabelecer políticas de desconexão digital. Essas ações fortalecem laços entre colaboradores, valorizam o contato humano, reduzem a dependência das redes sociais e contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável, equilibrado e produtivo.
Se os gestores da área de Pessoas não agirem rapidamente, enfrentarão desafios cada vez mais recorrentes como apagão de talentos e mão de obra, além de crescente afastamento por doenças mentais. Uma melhor compreensão da essência humana pode ser a chave para transformar esse cenário que pode ficar cada vez mais desafiador para os líderes e gestores se nada for feito agora!
Vamos refletir e sucesso!
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