Por Roger Darashash
Em muitas empresas, os verdadeiros aliados durante um processo de mudança nem sempre são os que ocupam cargos formais de liderança, mas sim aqueles que, graças à sua influência, conhecimento e capacidade de inspirar, mobilizam equipes e geram transformações significativas. Esses líderes de opinião desempenham um papel fundamental na adaptação organizacional, especialmente em ambientes de incerteza e mudança.
Dentro de cada empresa, existem pessoas que, de forma natural e autêntica, conseguem se conectar com as suas equipes e exercer uma liderança excepcional. A sua capacidade de comunicação e empatia é um recurso valioso que as empresas devem impulsionar – especialmente durante uma mudança -, onde uma má gestão pode afetar o desempenho e o compromisso dos colaboradores, impactando negativamente as operações e a reputação corporativa.
Sendo assim, esses líderes serão mais cruciais do que nunca à medida que a inteligência artificial (IA) se generaliza em todos os aspectos da vida empresarial. A adoção da IA no mercado de trabalho tem conquistado um crescimento notável nos últimos anos. Segundo uma pesquisa global recente da IBM, 41% das empresas brasileiras já utilizam alguma forma de Inteligência Artificial em seu dia a dia, e esse número só tende a crescer. Esse rápido avanço tecnológico reforça a importância das organizações se prepararem adequadamente em termos de gestão da mudança para integrarem, de forma eficaz, essas inovações nas suas operações.
Não é segredo que os processos de transição organizacional ocorrem em vários contextos: fusões e aquisições, implementação de novas tecnologias inteligentes, transformações culturais ou reestruturações internas. Em todos esses cenários, os líderes de pensamento e opinião são facilitadores, principalmente no que diz respeito à compreensão da mudança e à motivação das equipes para se adaptarem de forma positiva e funcional.
Estratégias para aumentar o impacto desses líderes de opinião
Para maximizar a influência desses colaboradores dentro, e também fora das organizações, as empresas devem:
1 – Reconhecer o impacto positivo da sua liderança na organização: para além de “apenas” os reconhecer, devem ser implementadas estratégias que destaquem a sua contribuição, seja através de incentivos, de uma maior participação em espaços-chave ou do reconhecimento formal do seu trabalho dentro e fora da organização.
2 – Investir em programas de formação: embora esses perfis dentro das empresas tenham capacidades inatas de liderança de opinião, é essencial que invistam na formação e apoio profissional dos colaboradores para potencializar os seus impactos dentro da organização, através de uma estratégia clara e eficaz.
3 – Incentivar uma comunicação aberta: criar canais que facilitem a troca de ideias e feedback garante que os líderes de opinião consigam transmitir mensagens alinhadas com os objetivos da organização e, ao mesmo tempo, captem insights valiosos do seu público.
4 – Gerar espaços de diálogo e colaboração: facilitar reuniões, onde esses líderes possam partilhar experiências, aprendizados e propostas, promovendo uma cultura organizacional resiliente e proativa.
5 – Transforme-os em embaixadores corporativos: além das suas funções internas, esses líderes podem projetar a imagem e os valores da empresa no ecossistema empresarial. Através da participação em mídia, nas redes profissionais e dos eventos do setor, a sua voz pode se tornar uma extensão da marca, fortalecendo a sua reputação e credibilidade.
Vale destacar que, em termos de mudança empresarial, a IA tem o potencial de ser tão destrutiva quanto positiva para a moral dos colaboradores; a sua aparente ameaça à autonomia individual, as demissões pessoais e a “desumanização” geral do local de trabalho são algumas das preocupações comuns em discussão. Neste sentido, é essencial uma verdadeira liderança que demonstre o valor da IA não só em termos de produtividade, mas também de qualidade e experiência de trabalho, e que seja capaz de destacar e preparar as equipes para os aspectos positivos dessa revolução.
A liderança de opinião se consolida como uma aliada fundamental para a transformação organizacional. Identificar, fortalecer e capacitar esses líderes não só facilita a adaptação à mudança, como também posiciona a empresa como uma referência no seu setor, garantindo a sua sustentabilidade e sucesso a longo prazo. A questão é: a sua empresa está preparada para reforçar a sua liderança interna e garantir o seu sucesso a longo prazo?
**Roger Darashash é cofundador da Latam Intersect PR
Foto Pixels
-
Por Carlos Delano Rebouças Diz o ditado popular que “Mente vazia, oficina do Diabo”. Essa máxima geralmente é aplicada em ocasiões que se evidenciam atitudes descompensadas, de graves consequências, que poderiam ser evitadas caso seus protagonistas estivessem de alguma forma ocupados, sem tempo para pensar em bobagens. Fato é que nem sempre ter uma ocupação -
A relação com a liderança é um dos pontos de atenção na experiência profissional de pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes. É o que mostra a terceira edição do Radar da Inclusão 2026, pesquisa da consultoria Talento Incluir, em parceria com o Pacto Global da ONU – Rede Brasil e realizada pelo Instituto Locomotiva.Entre as pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes que estão na força de trabalho, 53% afirmam já ter sofrido preconceito ou discriminação por parte de gestores. O índice é próximo ao registrado em relação aos colegas da própria equipe, citados por 52% dos entrevistados, e supera o de profissionais de outras áreas, mencionado por 46%.
-

O Dilema da IA no escritório: O Novo Papel do RH na Era da Inteligência Artificial
A corrida pela transformação digital nas empresas chegou a uma encruzilhada. Ferramentas de inteligência artificial generativa e assistentes virtuais deixaram de ser novidade e já fazem parte da rotina de milhares de profissionais em todo o país. No entanto, o entusiasmo inicial com os ganhos de produtividade deu lugar a um dilema complexo que hoje tira o sono de líderes e executivos de ponta a ponta do Brasil. -

Cultura organizacional vai além do discurso e se torna decisiva para reter talentos
LHH destaca que desenvolvimento profissional, propósito, flexibilidade e comportamento das lideranças transformam cultura em fator estratégico para retenção e crescimento Durante muito tempo, cultura organizacional foi associada aos valores declarados pelas empresas, ao clima interno ou a iniciativas conduzidas pelas áreas de Recursos Humanos. Na prática, porém, ela é construída diariamente — na -
Pesquisa inédita do DOT Digital Group mostra que o desafio da educação corporativa está na aplicação prática do conhecimento Pesquisa inédita sobre maturidade da aprendizagem no Brasil aponta que 71,5% dos profissionais ainda não percebem a aprendizagem conectada às suas necessidades no ambiente de trabalho. Segundo o levantamento conduzido pelo DOT Digital Group, edtech líder








