Levantamento da Consultoria LHH revela variação salarial, mas também aponta que
mais de 70% dos profissionais pretendem permanecer em seus empregos e que o modelo
de atração e retenção mudaram, tornando-se prioridade estratégica para as organizaç ões
Elaborado pela Consultoria LHH, fruto de uma pesquisa com mais de 30 mil funcionários em 23 países de diferentes setores, funções e empresas de tamanhos distintos, o Guia Salarial 2025 tem por objetivo apresentar ao mercado as principais mudanças no mercado não só na atualidade, mas no futuro, como retenção de talentos, agenda ESG e o advento cada vez maior da Inteligência Artificial (IA), que despontam como os principais desafios para o futuro.
De acordo com Gustavo Coimbra, Diretor da LHH Brasil, o mercado global está em constante transformação e no Brasil, pela sua alta adesão às redes sociais — sendo o terceiro país com mais usuários no LinkedIn, por exemplo, — entre outros fatores, faz com que o ambiente profissional seja cada vez mais dinâmico e competitivo.
Segundo ele, o estudo revelou que a média salarial já retomou aos padrões antes da pandemia e, em alguns casos, até ultrapassou, o que é uma boa notícia. Entretanto, estamos diante de um novo fenômeno econômico: a “vibecessão”, que significa que, apesar dos indicadores serem positivos, as pessoas ainda se sentem pessimistas. “Em verdade, isso está muito ligado ao ambiente político. No Brasil, isso tem sido bem notado com o racha que o país vem vivenciando desde 2018. Mas, agora, com o governo Trump e seus anúncios de taxação diversa também é um outro exemplo que causa insegurança”, explica Coimbra.
Para ele, talvez esse seja um dos fatores que leva a 73% dos profissionais afirmarem na pesquisa que pretendem permanecer em seus empregos no próximo ano. “Essa é uma boa notícia para as organizações, porém, estas devem ficar atentas, pois 47% deles estão de olho em novas vagas e 33% pensam em seu plano de carreira diariamente”, afirma o diretor, acrescentando que isso significa que a liderança precisa não só observar, mas efetivamente gerar treinamentos para melhorar habilidades da equipe, construindo uma força de trabalho mais diversa e versátil, essencialmente no que diz respeito a IA.
A pesquisa demonstrou que na medida que a IA e o machine learning continuam automatizando tarefas rotineiras, os colaboradores precisam absorver a tecnologia em suas posições atuais e as novas que podem surgir. Fato positivo identificado junto aos entrevistados é que 65% disseram que a digitalização terá um impacto positivo em seus empregos. “Isso significa que a preocupação com a possibilidade de serem substituídos está bem menor do que no início quando começou a se falar em IA. Claro que eles querem se sentir seguros, mas para isso a liderança precisará promover o desenvolvimento de suas habilidades”, aponta o executivo, lembrando que 51% dos entrevistados que afirmaram querer ficar no emprego atual só permanecerão mediante progressão na carreira e iniciativas para melhorar suas habilidades.
Outro ponto relevante da pesquisa apontado pelo Diretor é a agenda ESG, especialmente no que tange a inovação. Segundo o Guia, equipes inclusivas tomam decisões melhores em 87% do tempo, conquistam 15% mais clientes e criam uma participação mais alta no mercado. Estas mesmas equipes, são 8 vezes mais propensas a alcançar resultados melhores e 6 vezes mais propensas à novação e agilidade. “Estamos falando de um caminho sem volta e ainda complexo quando comparamos a visão dos dois lados. Para se ter ideia, nosso Guia detectou que 91% dos empregadores acham que suas organizações fazem o suficiente para promover a diversidade no local de trabalho, porém 61% dos colaboradores acham que suas empresas poderiam fazer mais”, alerta.
Gustavo Coimbra sinaliza que, diante desse cenário, as organizações têm um desafio primordial desenvolver líderes melhores para melhor desenvolver talentos, ou seja, adaptabilidade digital, comunicação empática e inteligência emocional e social serão essenciais para liderança. Segundo o estudo, mais de 50% dos funcionários dizem depender dos empregadores e gerentes para ajudá-los a entender e se preparar para a evolução de seus empregos. “Esse dado expressa bem o desafio das organizações e suas lideranças”, sinaliza.
Coimbra considera que está claro com o estudo que os valores intangíveis se sobrepuseram aos tangíveis, como a remuneração pura e simples. Flexibilidade do trabalho, sistema híbrido e remoto e, sobretudo, a perspectiva de desenvolvimento de habilidades são as variáveis que mais importam na atualidade. “É um novo momento, uma nova era e não vai parar por aí”, diz.
Para ele, a pesquisa deixa claro que as organizações vão devem seguir melhorando suas percepções e, acima de tudo, preparando colaboradores para mudanças que serão cada vez mais constantes com a IA e transformação digital e encorajando o desenvolvimento de soft skills (como adaptabilidade, pensamento crítico e funcionalidade executiva). “É preciso engajar cada um nesse conceito, pois eles estão abertos a isso. Então, treinamentos regulares para progredir na carreira e a promoção de planos de carreira não-lineares serão primordiais para a retenção de talentos e equipes com bom desempenho”, conclui.
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