*Por Carolina Ferreira
Idalberto Chiavenato, escritor, professor e um dos autores nacionais mais conhecidos e respeitados em gestão de pessoas, afirma que a cultura organizacional é o “modo de vida” de uma empresa. Além de representar a maneira (ou jeito) como as coisas são feitas, a cultura é o conjunto de histórias que podem ser contadas sobre as interações de um grupo de pessoas.
Quando trabalhada de forma robusta, permanente e estratégica, é vantajosa para o negócio. Não só de fora para dentro, mas, sobretudo, de dentro para fora, pois estabelece objetivos em comum entre os colaboradores e cria um ambiente agradável, de respeito mútuo, colaboração e valorização das características individuais e da eficiência coletiva. Não é algo imposto ou ensinado, mas vivido.
Em mundo cada vez mais globalizado, no qual os modelos e relações de trabalho estão em constante transformação, fortalecer a cultura organizacional é vital para garantir que as empresas consigam atrair e reter os melhores profissionais.
De acordo com uma pesquisa da Society for Human Resource Management (SHRM), 88% dos respondentes levariam em conta a cultura da companhia antes de aceitar uma oferta de emprego. Um estudo da Glassdoor corrobora esse cenário e aponta que empresas com culturas fortes têm uma taxa de rotatividade de apenas 13,9% em comparação aos 48,4% de empresas com culturas fracas.
Não por acaso, a cultura organizacional aparece na segunda colocação na lista das top cinco prioridades dos líderes de RH para 2025, feita pela consultoria Gartner. Segundo o levantamento, realizado com mais de 1.400 líderes de RH em 60 países, 97% deles desejam mudar algum aspecto da cultura de sua empresa, revelando que as organizações estão enfrentando dificuldades para materializar a cultura e incorporá-la ao dia a dia das pessoas.
Esse desafio pode estar ligado, em grande medida, à falta de compreensão da cultura como algo vivo, que precisa evoluir de acordo com as fases e necessidades do negócio, os comportamentos do mercado, os avanços tecnológicos e as expectativas de colaboradores e clientes.
A mudança é uma constante
Vivenciei três transformações culturais em uma organização, todas impulsionadas por mudanças nos direcionadores estratégicos. Na mais recente delas, estabelecemos algumas premissas:
- O propósito organizacional deve ser o cerne da cultura corporativa, orientando as ações e decisões da empresa;
- Os pilares de cultura devem refletir o comportamento esperado de todas as pessoas e, assim, direcionar os posicionamentos;
- As pessoas precisam protagonizar a jornada, sendo ouvidas genuinamente em ações/rituais que proporcionem momentos de trocas;
- A colaboração entre os times envolvidos na construção da evolução da cultura é essencial para um resultado efetivo e que gere impacto.
Dessa forma, estudamos e refletimos sobre a cultura corporativa então vigente, definimos quais adaptações seriam necessárias para o novo momento da companhia e como faríamos para concretizá-las.
Fazer da cultura um ativo tangível, que entregue o que preconiza em cada interação com os colaboradores, cria ambientes mais produtivos, inovadores e psicologicamente seguros.
Sobre a autora
Carolina Ferreira é superintendente de Gente e ASG e Diretora Interina de Gente e ASG na Alelo, empresa especialista em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos há mais de seis anos . Especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Psicologia Organizacional do Trabalho de Pessoas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e CHRO pelo Insper, a executiva reúne em mais de 20 anos de carreira, com grande vivência em agendas transformacionais, Cultura e Design Organizacional, Gestão de Talentos e de Desenvolvimento e Employee Experience. Atualmente, está à frente das áreas de ESG e Corporativas de Recursos Humanos, incluindo DEI, Sustentabilidade, Cultura, Desenvolvimento, EX, Comunicação Interna, Performance, Remuneração, Orçamento e People Analytics.
Fonte: FSB Comunicação
📷Divulgação
-

Crise da performance: quando o trabalho passa a ocupar o lugar da identidade
A busca por alta performance redefine identidades profissionais, causando desengajamento e esgotamento. Saulo Nardelli explora essa crise em seu livro, propondo uma reconexão com o propósito pessoal. A liderança deve promover ambientes equilibrados, enquanto a saúde mental ganha destaque no debate corporativo, além da produtividade. - Dia Mundial do Vape 2026: Uma Mudança, Todos Ganham
BRUXELAS, May 30, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Hoje, vapers, ex-fumantes e defensores da redução de danos marcam o Dia Mundial do Vape 2026. O tema deste ano é Uma Mudança, Todos Ganham. Não é um slogan. É o que os dados mostram. O Dia Mundial do Vape acontece um dia antes do Dia Mundial Sem
-

“Super-indivíduos”: as pessoas que valem por um departamento inteiro
O mercado corporativo global está testemunhando a ascensão de um novo modelo profissional: o High Impact Individual Contributor (HI-C) — ou Colaborador Individual de Alto Impacto. São profissionais que auxiliados por ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, conseguem operar com a produtividade equivalente à de um departamento inteiro.Eles desenham, codificam e analisam dados em horas, eliminando as tradicionais e lentas camadas de coordenação e burocracia organizacional.
-
Hoje, características como inteligência emocional, boa comunicação, capacidade de adaptação, autonomia e colaboração multicultural aparecem entre os principais diferenciais observados por empresas internacionais de tecnologia em processos seletivos. -

Fortaleza é escolhida pelo Santander para abrigar sua sede regional
O Santander vai inaugurar oficialmente, na próxima semana, sua nova sede no Ceará, que também será a sede do Banco na Região Nordeste. O espaço fica na Avenida Santos Dumont, no bairro da Aldeota. Ede Viani, vice-presidente executivo de Varejo do Santander, e Paulo César de Lima Alves, diretor e responsável pela Região Nordeste do









