A eletrificação de ativos vem ganhando espaço em setores como construção, indústria e logística, impulsionada por metas globais de descarbonização, avanços tecnológicos e maior busca por eficiência energética. Relatório publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA) aponta que a eletrificação tem acelerado globalmente e se consolidado como um dos principais vetores da transição energética.
Estudos ligados ao programa Industrial Energy-Related Technologies and Systems (IETS), iniciativa internacional vinculada à IEA, indicam que a eletrificação industrial deve ampliar a demanda por infraestrutura energética mais robusta, integrando tecnologias como armazenamento em baterias, sistemas híbridos e inteligência energética para garantir estabilidade operacional.
Ao mesmo tempo, o aumento do consumo de eletricidade em atividades industriais e produtivas reforça a necessidade de planejamento energético. A própria IEA projeta crescimento contínuo da demanda global de energia elétrica nos próximos anos, impulsionado pela eletrificação de diferentes setores econômicos.
Segundo Jorge Moreno, diretor de novos negócios da Tecnogera, a eletrificação altera diretamente a dinâmica energética das operações. "A substituição de equipamentos a diesel por soluções elétricas aumenta a eficiência e reduz emissões, mas também torna a operação mais dependente de energia contínua. Sem planejamento, isso pode elevar o risco operacional", afirma.
De acordo com o executivo, cresce a adoção de soluções integradas para garantir previsibilidade energética e continuidade operacional. "A combinação entre geração local, armazenamento em baterias e inteligência energética permite sustentar a operação com mais segurança e estabilidade", completa.
Nesse cenário, a eletrificação de ativos avança como uma tendência ligada à modernização industrial, ao aumento da eficiência energética e à necessidade de garantir maior segurança operacional em diferentes setores.












