O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tintas e, mesmo com crescimento abaixo do esperado em 2025, superou a marca inédita de 2 bilhões de litros produzidos, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas (Abrafati). O maior volume está concentrado no setor imobiliário, que respondeu por 1,49 bilhão de litros, enquanto a indústria aparece na segunda posição, com 396 milhões.
Nassim Katri Neto, fundador da franquia Pinta Mundi Tintas, explica que o mercado ficou mais profissional e, ao mesmo tempo, mais pressionado. Ele enxerga uma busca muito maior por eficiência, gestão de margem e inteligência comercial.
"As indústrias evoluíram, o varejo precisou acompanhar, e o cliente final está mais exigente, comparando preço, qualidade e atendimento. Além disso, o ponto de venda ganhou protagonismo. Não basta ter produto; é preciso saber vender, expor e orientar. Quem não evoluiu na gestão, ficou para trás", considera Katri.
Nesse contexto, o empresário informa que o modelo multimarcas vem ganhando espaço no varejo de tintas. Isto é, negócios que comercializam mais de uma marca como forma de aumentar a oferta, ampliar o poder de negociação e atender a diferentes perfis de clientes. Trata-se, segundo Katri, de uma necessidade prática de quem está na ponta, lidando com o dia a dia da venda.
"Operar com uma única marca pode trazer simplicidade, mas também limita. Você fica dependente de uma estratégia, de uma política comercial, de um posicionamento. No modelo multimarcas, você pode atender ao desejo de todos os consumidores, não se limitando, mas enfatizando que se respeita o desejo do cliente em primeiro lugar. Consegue equilibrar preço, margem, portfólio e oportunidade. Isso exige mais gestão, mais critério, mas te dá muito mais controle do negócio", avalia Katri.
O empresário revela que a decisão de manter a Pinta Mundi no modelo multimarcas não foi simples, mas alguns fatores influenciaram. O principal deles é a questão do franqueado. "Pensamos na ótica do consumidor. A gente não construiu uma rede para limitar o lojista, mas para fortalecer o negócio dele. O modelo multimarcas foi a escolha mais coerente para garantir competitividade, autonomia e sustentabilidade para o franqueado", explica.
O modelo multimarcas também permite que os franqueados tenham mais autonomia para adaptar o portfólio às preferências de cada região do país. Como a rede atua em todo o território nacional, a estratégia considera as particularidades de um mercado continental como o brasileiro, no qual hábitos de consumo, gostos e marcas preferidas variam de estado para estado.
"O franqueado tem liberdade para transitar entre marcas homologadas e trabalhar com os produtos mais procurados pelo consumidor local. Precisamos nos adaptar à realidade de cada região, garantindo o produto certo na loja certa", afirma o empresário.
Com o modelo multimarcas, continua Katri, o franqueado passa a ter mais controle sobre margem, mix e estratégia de venda e não fica preso a uma única condição comercial. "Isso permite trabalhar melhor o giro, aproveitar oportunidades e tomar decisões mais inteligentes", frisa ele.
Em um país no qual o mercado de franquias vem crescendo e teve um faturamento superior a R$ 300 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), Katri considera que o modelo multimarcas é essencial para atrair mais franqueados ao segmento de venda de tintas.
"O consumidor final também percebe valor no modelo multimarcas. Ele entende que está em um lugar onde pode comparar, escolher e ser orientado, o que aumenta a confiança na loja. É algo que fortalece a relação com o cliente e gera fidelização", sintetiza Katri.
Para saber mais, basta acessar o site da Pinta Mundi Tintas: https://pintamundi.com.br/












