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Empresas que usam métricas de RH veem melhora significativa em retenção e redução de custos administrativos

O uso de dados na gestão de pessoas deixou de ser tendência e passou a integrar a agenda estratégica das empresas brasileiras. Impulsionado pela necessidade de reduzir custos, aumentar a retenção e fortalecer a governança corporativa, o chamado People Analytics vem ganhando espaço como ferramenta essencial para decisões mais assertivas em Recursos Humanos.

Estudos do setor indicam que empresas que utilizam análise estruturada de dados conseguem reduzir o turnover em até 50%. O impacto vai além da retenção: a análise integrada de informações permite prever riscos, identificar padrões de absenteísmo, controlar custos com benefícios e mitigar passivos trabalhistas.

O cenário atual reforça a urgência do tema. De acordo com pesquisa feita pela empresa de pesquisa de opinião dos Estados Unidos, Gallup, 79% dos trabalhadores afirmam que o burnout impacta diretamente sua performance, enquanto 76% permaneceriam mais tempo nas empresas se houvesse suporte consistente à saúde mental. Além disso, 98% dos profissionais desejam algum modelo de trabalho remoto ou híbrido, fator que influencia políticas de benefícios e estratégias de retenção.

Para especialistas, a ausência de análise estruturada de dados faz com que muitas organizações ainda tomem decisões baseadas em percepção e não em evidências concretas. Segundo José Silvestrin, diretor da empresa Silvestrin, especializada em gestão estratégica de benefícios e BPO de folha, a mudança de mentalidade é inevitável:

“O RH moderno precisa operar com inteligência de dados. Quando cruzamos informações de folha, benefícios, absenteísmo e desempenho, conseguimos antecipar riscos e transformar decisões intuitivas em estratégias sustentáveis. Isso impacta diretamente o custo e a retenção”, explica.

José Silvestrin

De acordo com o especialista, o uso de analytics também permite identificar pontos críticos na gestão de benefícios corporativos — uma das principais fontes de pressão financeira nas empresas. “Benefícios não podem ser analisados isoladamente. Quando conectamos indicadores de saúde, sinistralidade, rotatividade e produtividade, conseguimos estruturar políticas mais equilibradas, reduzir desperdícios e aumentar a percepção de valor para o colaborador”, afirma José Silvestrin.

Especialistas apontam que 2026 marca a consolidação do RH analítico como eixo estratégico dentro das organizações, aproximando a área de pessoas das decisões financeiras e do planejamento corporativo.

A tendência indica que empresas que não adotarem métricas estruturadas poderão enfrentar maior rotatividade, aumento de custos assistenciais e perda de competitividade na atração de talentos.

Sobre a Silvestrin

Silvestrin é uma empresa que atua de forma estratégica ao lado das áreas de Recursos Humanos, oferecendo consultoria especializada para apoiar empresas na construção de ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e em conformidade com a legislação. Com foco na prevenção de riscos, organização de processos e fortalecimento das práticas de gestão de pessoas, a empresa auxilia o RH desde rotinas trabalhistas e relações sindicais até auditorias, políticas internas e suporte em tomadas de decisão. A proposta é transformar o RH em um parceiro ainda mais estratégico do negócio, unindo segurança jurídica, eficiência operacional e valorização das pessoas.

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