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Robótica remove tumor renal com invasão da veia cava

Robótica remove tumor renal com invasão da veia cava

Uma cirurgia de alta complexidade em urologia oncológica foi concluída em Uberlândia (MG) no dia 15 de julho. O procedimento incluiu nefrectomia radical robótica direita e trombectomia da veia cava inferior para remover um tumor renal volumoso que havia se estendido até a veia responsável por conduzir o sangue da parte inferior do corpo ao coração.

A operação foi conduzida pelos urologistas Dr. Victor Hugo Borges Silva, Dr. Leandro Alves de Oliveira, Dr. Jorge Henrique Moreira Agostinho e Dr. Gabriel Barbosa, integrantes do Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T), utilizando uma plataforma robótica aprovada para intervenções urológicas.

Tumores renais que invadem a circulação venosa representam desafios técnicos significativos. Quando o câncer se estende à veia cava inferior, a remoção completa do rim afetado deve ser acompanhada da extração do trombo tumoral presente no vaso. O sucesso depende de planejamento pré‑operatório rigoroso, conhecimento anatômico detalhado e controle preciso durante a dissecção.

De acordo com o urologista e cirurgião robótico Dr. Victor Hugo, os avanços tecnológicos ampliam as opções terapêuticas para pacientes que, anteriormente, necessitavam de cirurgias abertas extensas. "A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão dos movimentos e melhor controle da dissecção em áreas delicadas", afirmou.

A cirurgia robótica tem sido gradualmente incorporada ao tratamento de doenças urológicas em centros especializados no Brasil e no exterior. Diferentemente da abordagem convencional, o sistema robótico fornece imagens em alta definição e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos da mão do cirurgião com maior amplitude e estabilidade, reduzindo o tremor fisiológico e permitindo maior controle ao lidar com grandes vasos sanguíneos.

Entre os benefícios observados em casos selecionados estão a precisão dos movimentos, a melhor visualização das estruturas anatômicas, menor trauma cirúrgico em comparação com abordagens abertas e potencial redução do tempo de internação. No caso de Uberlândia, o paciente apresentou evolução clínica favorável e recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento.

Entretanto, especialistas ressaltam que a tecnologia sozinha não garante o resultado. O urologista Dr. Leandro enfatiza que a experiência da equipe e o planejamento detalhado permanecem fundamentais. "Casos de alta complexidade exigem preparação criteriosa e atuação integrada de toda a equipe. A plataforma robótica amplia nossa capacidade técnica, porém os resultados dependem de indicação adequada, planejamento detalhado e da experiência dos profissionais envolvidos", explicou.

A expansão da cirurgia robótica para cidades do interior tem ampliado o acesso da população a procedimentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamento para capitais. A combinação de tecnologia avançada, equipes treinadas e infraestrutura hospitalar adequada amplia as alternativas terapêuticas para pacientes com doenças complexas, contribuindo para tratamentos mais seguros e individualizados.

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