Especialista alerta que a ascensão da inteligência artificial acelera mudanças, mas habilidades humanas continuam decisivas
São Paulo, fevereiro de 2025 – A aceleração da inteligência artificial (IA) está redefinindo as regras do mercado de trabalho. Com funções sendo automatizadas e demandas mudando rapidamente, profissionais e empresas enfrentam um desafio crítico: como garantir relevância em um cenário onde a experiência técnica por si só não basta?
Adriano Lima, executivo de RH mais seguido do LinkedIn Brasil e especialista em gestão de pessoas, destaca que a resposta está na trabalhabilidade — a capacidade de um profissional gerar valor continuamente, independentemente de vínculo empregatício. Uma pesquisa conduzida por Lima revela que 47,37% dos líderes de grandes empresas brasileiras enxergam o desenvolvimento de lideranças como prioridade estratégica para 2025. “Emprego não é garantia de segurança profissional. O que mantém um profissional relevante é sua capacidade de se adaptar e inovar constantemente”, enfatiza.
O impacto da IA nas organizações é incontestável. Segundo um levantamento do LinkedIn Learning em parceria com a Gartner, 67% dos profissionais acreditam que a IA automatizará tarefas repetitivas e técnicas, mas não substituirá competências humanas como criatividade, empatia e resolução de problemas. Além disso, 58% dos líderes apontam que a IA está elevando a demanda por habilidades interpessoais e emocionais, reforçando a necessidade urgente de um novo modelo de desenvolvimento profissional.
“A tecnologia avança, mas o que diferencia um profissional não é o que ele sabe hoje, e sim sua capacidade de aprender e se reinventar continuamente”, afirma Lima. Ele destaca que empresas precisam investir em estratégias que fortaleçam habilidades humanas, garantindo que seus times não apenas acompanhem as transformações tecnológicas, mas se tornem protagonistas nesse novo cenário.
A omissão das empresas pode custar caro
Lima alerta que organizações que negligenciam o desenvolvimento contínuo de seus profissionais correm o risco de perder talentos e competitividade. “O mercado já não tem espaço para empresas que tratam a capacitação como custo e não como investimento. Quem não criar um ambiente de aprendizado constante verá seus talentos saírem para concorrentes mais preparados”, afirma.
Além disso, ele ressalta a necessidade de um olhar mais estratégico sobre a proposta de valor para os colaboradores. “As empresas sabem exatamente o que querem entregar aos clientes, mas muitas vezes falham em definir o que oferecem para seus próprios funcionários. Quem não investir no crescimento do seu time, perderá relevância no mercado”, finaliza Lima.
O futuro do trabalho já começou, e aqueles que não se adaptarem ficarão para trás. O diferencial humano seguirá sendo a chave para a empregabilidade, e mais do que nunca, trabalhabilidade não é um conceito do futuro — é uma necessidade urgente para profissionais e empresas que desejam crescer e se manter competitivos.
Sobre Adriano Lima
Adriano Lima é um palestrante e coach executivo premiado, com vasta experiência em gestão de pessoas e passagem por empresas como Minerva, Neon, Dasa, Itaú Unibanco, MasterCard, Unilever e Amil. Autor do livro “Você em Ação” e colunista da Revista Exame, Adriano Lima tem atuado como executivo c-level há 25 anos em posições de gestão, pessoas, customer service e estratégia, sendo o executivo de RH mais seguido no LinkedIn Brasil e eleito TOP of Mind por três anos consecutivos (2022/2023/2024).
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