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Importações batem recorde e aquecem negócios no Brasil

Importações batem recorde e aquecem negócios no Brasil

As importações brasileiras alcançaram o maior patamar da série histórica em 2025. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as compras externas chegaram a US$ 280,4 bilhões, valor 6,7% superior ao registrado em 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

O desempenho fez parte de um movimento mais amplo no comércio exterior. Em 2025, a corrente de comércio brasileira, soma de exportações e importações, chegou a US$ 629,1 bilhões, também o maior patamar já registrado. De acordo com o MDIC, as importações de bens de capital cresceram 23,7%, enquanto bens intermediários avançaram 5,9% e bens de consumo tiveram alta de 5,7%. As compras originárias da China cresceram 11,5% no período.

O avanço também aparece na quantidade de empresas envolvidas em operações internacionais. O número de empresas importadoras no Brasil chegou a 60.115 em 2025, crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior, o que representa 4.238 empresas a mais. Entre empresas de menor porte, a expansão foi de 9,5%, com 2.624 novas importadoras.

Para Marcus Roberto, fundador e porta-voz da Usecomex, o recorde nas importações mostra que a compra internacional vem se tornando parte da rotina de um número maior de empresas brasileiras.

"O dado de importações recordes mostra que comprar do exterior já faz parte da estratégia de mais empresas no Brasil. Para negócios menores, especialmente no e-commerce, o desafio não está apenas em encontrar fornecedor, mas em entender o custo total antes de transformar uma compra internacional em estoque", afirma.

Na prática, a importação envolve variáveis que vão além do preço negociado com o fornecedor. Câmbio, frete internacional, seguro, tributos, armazenagem, desembaraço aduaneiro, transporte interno e classificação fiscal podem alterar o custo final de uma operação. Para empresas que atuam com revenda, distribuição ou marketplaces, esses fatores influenciam diretamente a margem e a formação do preço de venda.

A consulta a bases públicas também passou a fazer parte do planejamento de empresas que acompanham o comércio exterior. O Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do governo federal, permite realizar consultas detalhadas sobre exportações e importações brasileiras, com dados desde 1997. A base pode apoiar análises por período, produto, origem, destino e outros recortes ligados às operações internacionais.

No entanto, mesmo com informações disponíveis, parte das empresas ainda encontra dificuldade para transformar dados, documentos e custos em uma visão operacional organizada. E, nesse contexto, surgem ferramentas voltadas à gestão da importação, especialmente para negócios que precisam acompanhar produtos, pedidos, simulações, documentos e etapas da operação em um único ambiente.

"A Usecomex organiza informações para que a empresa consiga enxergar custos, documentos, etapas e impactos financeiros com mais clareza. Importar não é apenas comprar fora. É planejar custo, prazo, tributação, logística e margem antes que a operação avance", explica Marcus Roberto.

Com importações em patamar recorde e mais empresas participando das compras externas, a gestão das operações internacionais passa a ocupar espaço maior nas decisões de negócios. Para pequenas e médias empresas, especialmente aquelas ligadas ao comércio digital, a previsibilidade de custos e o acompanhamento das etapas da importação tendem a ser fatores cada vez mais relevantes para competir em um mercado de margens pressionadas.

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