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Mulheres estudam mais, mas ocupam apenas 39% dos cargos de gerência, aponta IBGE

Gestoras de hub de educação listam persistência e capacitação constante como caminhos para ampliar presença feminina na liderança. No Brasil, 20,7% das mulheres com mais de 25 anos têm ensino superior, contra 15,8% dos homens, mas desigualdade persiste no mercado de trabalho.


Apesar de possuírem maior grau de instrução, as mulheres ainda enfrentam barreiras para alcançar postos de comando no Brasil. Dados do IBGE revelam que elas ocupam apenas 39,3% das vagas de gerência. Para especialistas da Refuturiza, o cenário exige planejamento e o apoio de culturas corporativas inclusivas.

Desafios e estratégias

As profissionais enfrentam a necessidade constante de provar competência e o desafio de equilibrar múltiplos papéis. “Ainda existe o peso de lidar com estereótipos, mas vemos avanços em empresas comprometidas”, afirma Alessandra Silva, gerente comercial da Refuturiza.

Para quem busca ascensão na carreira, as gestoras destacam seis pilares fundamentais:

  • Capacitação contínua: O estudo fortalece a autoconfiança e o posicionamento técnico.
  • Persistência: Entender que o “não” faz parte da trajetória e não deve ser paralisante.
  • Resiliência emocional: Investir no equilíbrio interno para sustentar decisões difíceis.
  • Busca por inspiração: Identificar referências femininas em cargos de destaque.
  • Rede de apoio: Contar com suporte familiar e profissional para dividir tarefas.
  • Autonomia: Desenvolver confiança para não depender exclusivamente de validação externa.

O papel das empresas

A cultura organizacional é decisiva para mudar as estatísticas de gênero. Na Refuturiza, as mulheres já ocupam 65% dos cargos de liderança. “A diversidade na liderança não é marketing, é estratégia que traz resultados melhores”, diz a diretora de operações Cintia Silva.

Segundo as especialistas, as companhias devem adotar medidas práticas de inclusão:

  1. Criação de vagas afirmativas para mulheres;
  2. Programas de mentoria com foco em diversidade;
  3. Combate rigoroso ao preconceito e machismo;
  4. Transparência salarial entre gêneros.

“É preciso que a mulher tenha segurança de que as condições de crescimento são reais”, resume a gerente de operações Lizi Rodrigues. Ela defende que a educação profissional é a principal ferramenta de autonomia para mulheres mudarem suas realidades financeiras.

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