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Tendência impulsiona ambientes de trabalho mais coloridos

Tendência impulsiona ambientes de trabalho mais coloridos

A forma como as pessoas enxergam os espaços de trabalho mudou nos últimos anos. Mais do que ambientes exclusivamente funcionais, escritórios e home offices passaram a refletir estilo de vida, conforto e identidade visual. Nesse movimento, móveis coloridos ganharam espaço em projetos residenciais e corporativos, acompanhando a busca por ambientes mais leves, criativos e personalizados.

A mudança se intensificou com a consolidação do trabalho híbrido e do home office. Com mais tempo dentro de casa, o espaço de trabalho passou a dividir protagonismo com áreas de convivência e descanso, criando demanda por móveis que conversem melhor com a decoração e proporcionem uma experiência mais agradável.

Segundo o Global Workplace Survey 2024, do Gensler Research Institute, realizado com mais de 16 mil trabalhadores em 15 países, a performance de um ambiente de trabalho passou a ser medida também pela experiência emocional. De acordo com o relatório, "a performance do ambiente de trabalho não é mais definida apenas pela eficiência do espaço; ela também é medida pela experiência no local de trabalho".

A tendência também aparece em pesquisas sobre psicologia das cores e neuroarquitetura, áreas que estudam a relação entre ambientes e comportamento humano.

De acordo com Angela Wright, psicóloga britânica especializada em cores e criadora do Colour Affects System, a resposta humana às cores não é subjetiva nem imprevisível. Em entrevista ao portal A Life of Productivity, Wright afirmou que "o que define se uma cor é estimulante ou calmante não é a cor em si, mas a intensidade. Uma cor viva e saturada vai estimular, e uma cor de baixa saturação vai acalmar." Segundo a pesquisadora, cada uma das quatro cores psicológicas primárias afeta uma dimensão diferente do comportamento humano, impactando criatividade, foco e disposição.

Espaços mais humanos e menos rígidos

Durante muitos anos, ambientes de trabalho foram associados a tons neutros e propostas técnicas. Agora, o mercado de decoração e mobiliário observa crescimento no interesse por elementos visuais mais descontraídos e acolhedores.

"O estudo traz, através de explicações biológicas e racionais, a maneira como o espaço físico impacta diretamente no nosso cérebro e, consequentemente, muda o comportamento humano", explica a arquiteta Priscilla Bencke, especialista em projetos para ambientes de trabalho e referência em neuroarquitetura corporativa no Brasil.

Essa mudança acompanha também uma transformação no comportamento de consumo. Segundo o relatório Future Consumer 2026, da WGSN, o consumidor contemporâneo busca marcas e ambientes que expressem valores, identidade e propósito. O estudo aponta que "o consumo deixa de ser apenas transação e passa a ser expressão de valores, identidade, cuidado e propósito".

Dentro desse contexto, cadeiras deixaram de ocupar apenas um papel técnico e passaram a integrar a composição estética dos ambientes.

Ergonomia passa a fazer parte da experiência visual

Ao mesmo tempo em que cresce a preocupação estética, também aumenta a busca por ergonomia e conforto para longos períodos de trabalho ou estudo.

A Associação Internacional de Ergonomia (IEA), fundada em 1959 e composta por 52 sociedades filiadas, define ergonomia como a disciplina voltada à compreensão das interações entre seres humanos e os demais elementos de um sistema, buscando otimizar o bem-estar humano e o desempenho global dos sistemas. Em seu congresso de 2024, realizado sob o tema "Better Life: Ergonomics for Future Humans", a entidade reforçou o papel estratégico da ergonomia na construção de ambientes mais saudáveis e sustentáveis.

"A ergonomia contemporânea não está ligada apenas à postura. Ela também envolve sensação de conforto, permanência e qualidade da experiência dentro do ambiente", afirma Carla Falcão, especialista em ergonomia ocupacional e saúde no trabalho.

É nesse cenário que modelos de cadeiras ergonômicas com maior variedade estética começaram a ganhar espaço.

A Atria, da DT3, surge acompanhando esse movimento ao combinar ajustes ergonômicos com uma proposta visual integrada aos ambientes contemporâneos.

Disponível nas cores Sunflower (amarela), Fresh Mint (verde), Coral Red (vermelha), Cool Black (preta) e Ashen (cinza), o modelo aposta em uma linguagem visual mais versátil sem deixar de lado recursos voltados ao uso prolongado.

A cadeira conta com apoio de cabeça 4D, lombar ajustável em 2D, braços 3D, assento deslizante e reclino de até 120°. O modelo também utiliza espuma injetada de alta densidade e tecido respirável desenvolvido para uso contínuo.

Bem-estar físico ganha espaço na rotina

Outra tendência observada no mercado de mobiliário está relacionada à incorporação de soluções voltadas ao relaxamento físico durante a rotina de trabalho.

Dentro dessa proposta, a Atria também conta com um acessório complementar de massagem lombar inspirado na técnica shiatsu, compatível com a cadeira e disponível nas mesmas cinco opções de cores.

O dispositivo possui dois pontos de massagem com rotação contínua, ajuste de profundidade, regulagem de altura e tecnologia de calor infravermelho voltada ao relaxamento muscular, podendo ser removido e carregado via USB-C.

De acordo com o Gensler Research Institute, ambientes que promovem bem-estar físico e emocional figuram entre os principais fatores associados à retenção de talentos e ao desempenho das equipes. O Global Workplace Survey 2025 aponta que trabalhadores em ambientes considerados excepcionais têm quase três vezes mais chances de permanecer em suas empresas e avaliar positivamente o impacto do espaço sobre sua produtividade.

A procura por móveis que combinem estética e ergonomia reflete uma mudança mais ampla na relação das pessoas com os próprios espaços.

"Os espaços de trabalho passaram a refletir muito mais a personalidade e o estilo de vida das pessoas. Isso ajuda a explicar a busca crescente por ambientes visualmente mais leves e acolhedores", afirma a designer de interiores Patricia Pomerantzeff.

Nesse cenário, ergonomia, estética e experiência passam a fazer parte da mesma construção cotidiana, especialmente em uma rotina em que trabalho, casa e vida pessoal estão cada vez mais conectados.

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