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Médica com tetraparesia utiliza tecnologia assistiva para retomar carreira e dar palestras

Dra. Elaine Luiza, a primeira médica formada no Brasil com tetraparesia, utiliza o dispositivo brasileiro Conversia para exercer a medicina e realizar palestras, como sua recente participação no TEDx Fortaleza. Após sofrer um AVC em 2014 que resultou na síndrome do encarceramento, ela concluiu a graduação em 2022 superando limitações físicas severas por meio da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA).

Superação e formação acadêmica

A trajetória da Dra. Elaine Luiza mudou drasticamente em 2014, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante o curso de Medicina. O episódio resultou na síndrome do encarceramento, condição que causa tetraplegia, mas preserva a consciência e os movimentos oculares.

Mesmo com as restrições físicas, Elaine manteve o foco na carreira acadêmica e concluiu a formação médica em 2022. Ela se tornou um símbolo de inclusão ao demonstrar como o suporte adequado permite a conclusão de cursos de alta complexidade.

Tecnologia e autonomia funcional

Em 2023, a médica passou a utilizar o Conversia, uma tecnologia assistiva desenvolvida pela startup mineira Colibri. O dispositivo permite a comunicação e o controle de sistemas digitais por meio de movimentos da cabeça.

“O uso do dispositivo representou um avanço significativo na autonomia funcional”, afirmou a especialista durante sua apresentação no TEDx Fortaleza. A ferramenta possibilita que Elaine atue não apenas no consultório, mas também como palestrante em eventos de inovação.

Impacto na qualidade de vida

A eficácia da tecnologia foi medida pela escala PIADS (Psychosocial Impact of Assistive Devices Scale). Este instrumento validado analisa como dispositivos de assistência influenciam a independência e o bem-estar dos usuários.

Os resultados da avaliação de Elaine apontaram ganhos relevantes em diversas áreas:

  • Aumento da autoestima e sensação de controle;
  • Melhora na eficiência comunicativa;
  • Elevação da qualidade de vida e participação social.

A médica destaca que a Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) é fundamental para garantir o direito de expressão de pessoas com deficiências severas. Segundo ela, a tecnologia rompe as barreiras do isolamento impostas pela condição física.

Assista a apresentação do trabalho
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