Setor varejista adota estratégia de expansão rápida para acelerar entregas e garantir novos endereços comerciais.
As grandes empresas de e-commerce absorveram 1 milhão de metros quadrados de galpões logísticos no Brasil no primeiro trimestre de 2026 para acelerar as entregas e fidelizar clientes. A alta demanda das varejistas, que concentraram 90% das dez maiores transações do período, derrubou a taxa de vacância do setor para 6,4%, o menor índice já registrado na história do país. O movimento reflete a corrida das plataformas digitais por armazéns modernos e bem localizados próximos aos grandes centros urbanos.
Gigantes do varejo lideram investimentos
As principais plataformas de comércio eletrônico fecharam contratos com dimensões inéditas entre janeiro e março. As empresas buscam localização estratégica para ampliar as entregas em até 24 horas e atrair mais vendedores parceiros.
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A Shopee assinou o maior contrato da história do setor no Brasil para ocupar 220 mil metros quadrados em Guarulhos (SP).
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O Mercado Livre anunciou o investimento de R$ 500 milhões em um complexo de 300 mil metros quadrados em Jacareí (SP).
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A Amazon inaugurou um novo centro de distribuição na Bahia com quase 30 mil metros quadrados.
Escassez de espaço e alta de custos
O ritmo de novos lançamentos não acompanha a velocidade da demanda atual do mercado varejista. Juros elevados, custos de construção em alta e a lentidão no licenciamento de obras barram a expansão da oferta de novos galpões.
O cenário de escassez indica que 40% dos galpões com previsão de entrega para o restante do ano de 2026 já estão pré-locados. Diante disso, analistas do setor apontam que garantir um bom endereço logístico virou uma vantagem competitiva crucial para a sobrevivência das marcas.


