Executivos globais pretendem priorizar profissionais seniores e veteranos para garantir produtividade nas corporações.
Uma pesquisa global da consultoria Oliver Wyman aponta que mais de 40% dos CEOs planejam cortar cargos juniores nos próximos dois anos devido ao avanço da inteligência artificial (IA). As empresas buscam reformular a força de trabalho para ampliar a participação de funcionários de nível médio e sênior. A mudança estratégica ocorre porque os agentes tecnológicos já executam tarefas rotineiras com eficiência semelhante à de profissionais iniciantes.
Mudança na equação de contratação
As ferramentas modernas de IA automatizam funções básicas de forma acelerada, como escrever códigos de programação e avaliar leads de vendas. Com isso, o mercado de trabalho passa a valorizar competências que as máquinas ainda não conseguem replicar nas corporações.
Os presidentes-executivos focam em colaboradores que apresentam maior capacidade de julgamento prático e pensamento crítico baseado na vivência de mercado. “São esses funcionários de nível médio e sênior que os CEOs agora olham para impulsionar produtividade”, disse John Romeo, líder do Oliver Wyman Forum.
Riscos futuros e exceções
Especialistas em recursos humanos alertam para os perigos de longo prazo ao reduzir a base de talentos mais jovens. A falta de novos profissionais pode gerar um apagão de lideranças experientes nos próximos anos de mercado.
- Mais de 40% dos CEOs: Pretendem cortar posições juniores em curto prazo.
- Apenas 17% dos líderes: Planejam aumentar a participação de iniciantes na equipe.
- Trabalhadores jovens: Têm 16% mais chance de demissão em áreas expostas à IA, segundo a Universidade Stanford.
A multinacional IBM desponta como uma das poucas exceções ao anunciar planos de triplicar as contratações de nível inicial nos Estados Unidos. A companhia reescreve as descrições de cargos para adaptar os novos talentos à realidade tecnológica vigente.

