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Escassez de talentos em TI desafia empresas

Escassez de talentos em TI desafia empresas

As áreas de tecnologia da informação (TI) seguem entre as mais pressionadas pela escassez de talentos no Brasil. Estudos do setor indicam um descasamento estrutural entre oferta e demanda: em 2023, o Google estimou um déficit de 530 mil profissionais de TI até 2025, refletindo a aceleração digital e a dificuldade de formar profissionais no ritmo necessário.

Na prática, a dificuldade de contratação aparece de forma ampla no mercado. O Índice de Confiança Robert Half registrou que 84% das empresas relataram dificuldades para contratar no fim de 2024. Diante desse cenário, as respostas mais comuns passam por formação interna e mobilidade, além de ajustes na proposta de valor ao talento (remuneração, benefícios e flexibilidade). Relatórios globais também reforçam a tendência de aumento da mobilidade interna como alavanca para cobrir lacunas críticas.

“A demanda por competências críticas cresceu num ritmo superior à capacidade de formação e especialização do mercado, especialmente em áreas ligadas à transformação digital e à modernização de plataformas”, avalia Vinicius Simionato, managing director e cofundador da YellowIpe. Uma das frentes de atuação da empresa é o recrutamento e seleção de profissionais de TI em diferentes países.

Segundo Simionato, a consolidação do trabalho remoto também ampliou a competição internacional. Hoje, empresas nacionais e estrangeiras concorrem pelos mesmos perfis, o que pressiona a disponibilidade, os prazos e os custos. A evolução tecnológica rápida cria novas especializações com frequência, mantendo o mercado em tensão e elevando continuamente o nível de exigência.

“Além de engenharia de software, cloud e segurança, vemos forte tensão em engenharia de dados, arquitetura de dados, engenharia de plataforma e perfis híbridos que conectam negócio e tecnologia, por exemplo, product data, analytics e AI product. A diferença agora é que muitos projetos exigem equipe completa, não apenas um ou dois especialistas: dados bem estruturados, pipelines confiáveis, governança, segurança e capacidade de colocar soluções em produção com previsibilidade”, pontua Simionato.

Nesse cenário, as organizações perceberam que depender exclusivamente de contratação local e estruturas rígidas reduz a competitividade. O que se vê é uma transição para modelos mais flexíveis e estratégicos, combinando equipes internas, talento distribuído em outras cidades e até outros países e, em alguns casos, apoio de parceiros especializados, explica o cofundador da YellowIpe.

Como exemplo desse modelo, uma empresa contrata, para um mesmo projeto, um programador residente nos Estados Unidos e um engenheiro de dados alocado no escritório presencial no Brasil. Além disso, opta por fechar contrato com uma companhia especializada em Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e compliance para dar suporte à equipe.

“As empresas precisam definir com clareza o que deve ser local, como funções mais sensíveis ao contexto, integração com áreas de negócio e rituais de alinhamento, e o que pode ser distribuído globalmente para ganhar escala e especialização. Híbrido bem implementado é intencional: combina proximidade onde faz diferença e distribuição onde traz eficiência, mantendo cultura e governança”, detalha Simionato.

O modelo traz também alguns desafios. Os mais comuns são coordenação em múltiplos fusos, comunicação assíncrona, alinhamento cultural e consistência de padrões técnicos, diz Simionato.

“O que costuma funcionar é uma definição clara de papéis, processos de entrega bem estabelecidos, documentação, métricas e liderança capaz de garantir previsibilidade. Em frentes mais sensíveis, como as que dependem fortemente de dados, segurança e automação, essa governança é determinante para reduzir risco e aumentar a confiança na execução”, acrescenta ele.

O executivo cita um exemplo de como a YellowIpe estrutura esses processos. “Apoiamos desde a identificação e alocação de talento em diferentes mercados até modelos que combinam equipes internas, squads distribuídos e, quando necessário, componentes geridos sob demanda, especialmente em fases de transição, quando a empresa precisa acelerar sem perder controle. Na prática, podemos ajudar a reduzir o tempo de contratação e a fricção operacional com foco em alinhamento cultural, padrões de entrega e conformidade entre geografias”, descreve.

Para saber mais, basta acessar: https://www.yellowipe.io/pt

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