Profissional Coca-Cola

Professor Carlos Delano

Professor Carlos Delano

Por Carlos Delano Rebouças – Educador profissional | Revisor de textos |Facilitador de curso

Entre várias palestras que possuo disponíveis ao mercado, em uma delas, que trata dos tipos comportamentais do profissionais brasileiros, existe um que me inspirou para falar neste texto.

Muitos profissionais quando chegam a uma nova organização demonstram um entusiasmo por querer fazer um novo começo de uma carreira já “consolidada, todavia sem querer aceitar a ideia de que esteja pertinente a mudanças e ajustes, diante de alguns tropeços, às vezes despercebidos pela ausência de humildade em reconhecer que somos passivos a deslizes e propensos e jamais completos e perfeitos.

Alegria, alegria, alegria…! Calma, não se trata da canção de Caetano. É apenas a incipiente reação comum de um profissional que traz na bagagem uma imagem forte e admirada, que por onde passou deixou um rastro de sucesso. Mas nem sempre é assim.

A vida é como uma peça teatral que se divide em atos. Ora pode ser de muita felicidade, ora com algumas tristeza. E a profissional também está passiva a essa alternância. Há quem diga que a sua é só de sucesso, porque assim quer enxergar. Contudo, é bem com essa percepção que nasce a possibilidade de se lapidar um profissional soberbo, bem diferente do motivado, o qual acredita ser ímpar no mercado e infalível na sua existência.

‌Entretanto, com o passar do tempo, esse profissional não mais se comporta, tampouco dá os mesmos resultados que levaram a sua contratação e que também foram obtidos inicialmente já na nova empresa. É como se desaprendesse a fazer o que pareceu ter feito com excelência a vida inteira, mas que nessa nova fase se comporta como aquela Coca-Cola de dois litros – emblemática e consolidada no mercado – que na sua primeira abertura mostra um gás intenso, contudo, ao passo que se abre uma segunda, terceira e quem sabe quarta vez, começa a perdê-lo e não é mais ser intenso como outrora.

Assim são alguns profissionais. Chegam cheios de entusiasmo, eufóricos e otimistas. Trazem consigo uma imagem forte de mercado, daquelas ainda mais conhecidas em tempos de comunicação instantânea, porém não conseguem manter essa postura por muito tempo, aliás, perdem-no visivelmente como o gás de uma Coca-Cola a cada abertura de sua tampa.

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