Precisamos humanizar o ambiente de trabalho

Professor Carlos Delano

Professor Carlos Delano

Por Carlos Delano Rebouças – Educador profissional | Revisor de textos |Facilitador de curso

Fico a observar como parecemos frios enquanto colegas de trabalho. Digo nas relações diárias nas quais dividimos horas e horas das nossas vidas com tantas pessoas, todos os dias, por meses e longos anos.

Essa conclusão por mim é tirada na ocasião em que alguém é desligado. Há um aviso que às vezes segue com uma oportunidade de despedida. Logo vem os votos de “boa sorte em seus novos projetos” ou de que “logo estará de volta ao mercado porque você é competente”, e por aí vai.

Contudo, sem demora, tão rapidamente aquele alguém que sorria contigo; que era chamado de amigo, de irmão e de parceiro é esquecido. É como se nada fosse ou o que se pensava dele não fosse uma verdade, apenas uma estratégia para as boas relações no ambiente de trabalho.

Sei que alguém pode dizer que a vida é assim, que esquecemos facilmente até de familiares que fizeram tudo por nós a vida inteira, todavia ainda me choca ver a frieza demonstrada de muitos diante de uma situação de despedida. Não quero parecer infeliz no meu julgamento, até mesmo porque muitos podem estar entristecidos, sim, mas se contendo para demonstrar que estejam abalados emocionalmente.

Só sei que essa postura, na vida em geral e não apenas na profissional, é algo que traz preocupação. Não sei se apenas aos mais sensível (ou menos preparados para administrar suas emoções), mas quem sabe aos que defendem uma maior humanização do mercado de trabalho, do ambiente corporativo.

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