VÁ EM PAZ, AGOSTO!

Delano
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por Carlos Delano Rebouças

Com apenas 31 dias morre aquele que sempre foi visto como um grande desgosto, que, na sua existência, acumulou muitos momentos deliciados, difíceis e marcantes, no ponto de vista negativo da vida.

Embora pareça uma perseguição, muitos dos supersticiosos conseguem argumentar seguramente que não se trata de uma marcação severa e injusta com “alguém” que só aparece em suas vidas somente uma vez no ano.

E o que leva a acreditarem os tidos supersticiosos e até os mais céticos, diante de acontecimentos que surgem e ressurgem, os quais não se tratam de perseguição ou de uma equivocada crença?

Insucessos, tristezas, perdas, separações, prejuízos são alguns de tantos outros acontecimentos tidos em trinta e um dias, às vezes, bem distribuídos no mês, que marcam vidas e se criam expectativas nada positivas quando em um novo ano chegar. Pode mudar o ano; passarem-se décadas e séculos; mas a crença sempre vai existir que não ele não traz bons fluidos.

Há quem diga o contrário, ou seja, que afirme que sua existência seja um sinônimo de felicidade. Foi nele que alguém renasceu das cinzas, encontrou a pessoa amada, conquistou algum prêmio ou espaço maior na sociedade. São várias as justificativas que muitos têm para dizer que não existe razão alguma para defini-lo negativamente.

Particularmente, já tive motivos para rir e chorar durante a sua existência. Nele, já consegui um bom emprego, posso comemorar o aniversário de nascimento de grandes amigos, além de felizes momentos vividos em família. Em contrapartida, também na sua rápida passagem no ano, já que divide espaço com mais 11 irmão bastante diferentes, cada qual com suas particularidades, chorei a morte de meu avô, lamento a perda de meu sogro que não cheguei a conhecer e reconheço que foi o ano de morte de Che Guevara, dentre outros motivos mais.

Entre tristezas e alegrias, desconfianças e otimismo, e certezas e preocupações, o mês de agosto chega a cada ano, e sem faltar a nenhum deles, sempre. Ele é tão certo quanto o sol que brilha ao raiar do dia; tão certo quanto as estrelas que iluminam o céu numa noite sem nuvens; e tão único quanto a origem de seu nome, que foi para homenagear o imperador romano César Augusto.

Então, que celebrem com alegria a sua passagem neste ano. Se sua passagem não foi marcada por tantas maravilhas, sejamos justos, porém, não supersticiosos em atribuir-lhe culpas que recaem sobre o destino, obviamente, para quem nele crer.

Carlos Delano Rebouças Pinheiro é Palestrante e Facilitador, Especialista em Educação Especial Inclusiva, Professor de Língua Portuguesa, formado pela Universidade Estadual do Ceará, Revisor e Produtor de Textos; criador e administrador do Blog Eterno Aprendiz (www.pdelano.blogspot.com.br), voltado para a edificação humana e profissional. Carlos Delano atua também na inserção de jovens no mercado de trabalho

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