Trajetória empreendedora de Delfino Golfeto, franqueador da Água Doce Sabores do Brasil, vira estudo de caso de escola de insights

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Ele foi boia fria, formou-se em Tecnologia do Açúcar e do Álcool e se tornou um profissional de destaque montando usinas pelo país. Aos 38 anos, largou o emprego e montou um “boteco” na garagem de casa que originou a Água Doce Sabores de Brasil, rede de franquias com mais de 80 restaurantes espalhados pelo Brasil

Delfino Golfeto: fundador da Água Doce

São Paulo, 15 de agosto de 2017 – A trajetória empreendedora de Delfino Golfeto, fundador da rede de franquia Água Doce Sabores do Brasil, virou estudo de caso para empreendedores e empresários em busca de inspiração. O portal MeuSucesso.com gravou mais de 50 horas do dia a dia de Golfeto, colheu depoimentos de pessoas importantes em sua trajetória, e criou um documentário e um estudo de caso para os assinantes do portal.

O material mostra como a generosidade de Golfeto se reflete desde o nascimento da marca, em 1990, passando pela opção por expandir-se por meio de franquias, iniciada em 1993, até os dias atuais – tornando a rede Água Doce uma grande família. Mostra ainda que, durante este percurso, as decisões tomadas ‘ouvindo o coração’ também trouxeram problemas – o que o obrigou a rever posturas e contar com uma Diretoria que o auxilia nas decisões mais complexas envolvendo a rede.

A história – Delfino Golfeto tem 65 anos. Nasceu em Adamantina (SP), mas ainda menino mudou-se com a família para Tupã (SP). Começou a trabalhar cedo: foi ser cortador de cana.  “Como meus familiares, eu trabalhava alegremente de sol a sol na lavoura e estudava à noite. No trabalho, sempre dei o melhor de mim. Era um orgulho ser apontado como um dos melhores cortadores de cana, o que sempre acontecia”, conta o empresário.

Ao terminar o Ensino Médio, Golfeto iniciou os estudos em Tecnologia do Açúcar e do Álcool na renomada Escola de Agronomia Luiz de Queiroz, de Piracicaba, a Esalq: “Saí de lá empregado. Entre 1978 e 1990, fui gerente de uma usina e a atividade exigia que visitasse muitos bares. Nessa época já acalentava o sonho de abrir um estabelecimento que servisse bebida e comida de qualidade e atendesse de maneira profissional, ao contrário de muitos que conhecia”.

A coragem para empreender veio em 1990 com o aval da esposa, Silvia Golfeto, que também se envolveu no negócio aberto na garagem de casa. Delfino já era um profundo conhecedor de cachaças; Silvia tinha muito talento na cozinha. Uniram forças e, sem saber, começaram uma bela história. “Era a Aguardenteria Água Doce, uma boutique de cachaças. As pessoas podiam degustar as cachaças antes de escolher o que desejavam comprar. E, além das bebidas, oferecíamos também alguns quitutes preparados pela Silvia”, lembra o franqueador. “Começamos a colocar cada vez mais mesas, mas chegou uma hora em que havia fila de espera. Foi o momento em que procuramos um espaço maior e mudamos de nome: Água Doce Cachaçaria”.

Certo dia, um cliente disse ao empresário que queria ter uma Água Doce em Ourinhos, outra cidade do interior paulista. Delfino Golfeto, sem saber o que fazer, foi estudar de que maneira isso seria possível. Já contando com o talento e a força de trabalho do primo Julio Bertolucci – hoje Diretor de Franquias – conheceu o sistema de franchising e foi para São Paulo estudar sobre o assunto. Dois anos depois, em 1993, aquele cliente conquistou o que queria: abriu a primeira franquia da Água Doce em Ourinhos.

Daí em diante, a rede foi crescendo não só no interior de São Paulo, mas em outros estados brasileiros. O cardápio farto e variado – e o atendimento acolhedor – foram conquistando clientes e novos franqueados. Atualmente, são mais de 80 casas pelo Brasil. “Chegamos a ter mais unidades, mas recentemente, pus meu coração de lado e precisei fazer uma assepsia na rede, ou seja, fechar unidades que não agregavam mais à marca. Foi uma decisão difícil, porém necessária”, revela o franqueador.

Há doze anos consecutivos, a Água Doce Sabores do Brasil ganha o Selo de Excelência em Franchising, reconhecimento da Associação Brasileira de Franchising às franqueadoras cujas redes têm alto grau de satisfação dos seus franqueados, entre outros requisitos. Em 2013, a rede conquistou o Prêmio Destaque Franqueador, também concedido pela ABF: foi considerada a melhor franqueadora do país entre todas as associadas. Em 2016, a entidade conferiu ao presidente da Água Doce, Delfino Golfeto, um prêmio inédito, o “Hall da Fama”. O reconhecimento foi dado a profissionais do Franchising que já foram premiados anteriormente como Franqueadores do Ano ou Personalidades do Franchising, e prestaram contribuições importantes para o sistema de franquias brasileiro.

E para quem pensa que tanto reconhecimento trouxe acomodação a Delfino Golfeto está enganado. Neste ano, ele passou quase dois meses nos Estados Unidos estudando e pesquisando informações para incrementar seu mais novo projeto, a Água Doce Express. “Serão lojas ideais para praças de alimentação, em shoppings, centros comerciais ou ruas de grande movimento, que servirão almoços, jantares e petiscos para a happy hour. É nossa entrada no segmento de fastfood”, avisa.

Golfeto mantém seu quartel-general – no trabalho e na vida pessoal – em Tupã-SP, um dos caminhos para manter a essência do negócio. A esposa Silvia e a filha, a nutricionista Andressa, gerenciam a unidade-modelo de Tupã. O filho, Adriano Luiz, administrador, é o Diretor de Logística. Na cidade, também está o Museu da Cachaça, o terceiro maior com este tema do Brasil, um espaço de quase mil metros quadrados com itens que remontam a história do destilado no Brasil.

Fonte:Em pauta comunicação

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