RESSIGNIFIQUE SUA VISÃO

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Por Márcio Vaz

“Primeiro a obrigação, depois a diversão” – Você já ouviu esse lema associando estudo e trabalho, a sacrifício e obrigação? “Vá estudar, depois você se diverte”. “Trabalhe pesado, que no final de semana você descansa”. Mas quem disse que estudar e trabalhar não pode ser algo instigante, divertido e prazeroso? E não se trata necessariamente de brincar na escola ou trocar de profissão, mas principalmente de uma troca de visão. Passar a enxergar a vida com outros olhos e encontrar significado no que se faz.

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Já pensou se tivéssemos aprendido o contrário: “Primeiro você se diverte, depois deixo você ler um pouquinho ou trabalhar meio período”. Se duvidar, com a tendência que temos a valorizar o que nos é escasso, brincaríamos bem rápido só para poder depois viajar nos encantos e conhecimentos que a leitura pode nos levar. Ou sairíamos não vendo a hora de voltar para se envolver com o que se ama. No meu caso (Psicólogo e Coach), ouvir “histórias” e poder criar juntamente com o meu cliente, um novo fim ou trajeto ao seu sonho ou tormento.

Porém, assim EU enxergo o meu trabalho, mas há quem diga: “Já não basta os meus problemas e frustrações, ainda ter que escutar as dificuldades dos outros, ninguém merece”. E você, como tem enxergado a sua profissão? Saiba que o seu olhar faz total diferença no seu dia e na sua vida. Ou seja, qualquer situação, vai sempre passar pelo crivo ou metáfora de como você enxerga o copo – “se meio vazio ou meio cheio”. Por isso, compartilho da frase atribuída a Mandela que diz: “Eu nunca perco. Ou eu ganho ou aprendo”.

Mudar sua mentalidade perante a vida e suas fases, torna-se fundamental para se obter maior leveza e um melhor aproveitamento das oportunidades. Entendendo, inclusive, que tudo pode ser uma oportunidade, a depender do nosso ponto de vista e perspectiva. Afinal, uma demissão, pode ser a chance de uma redescoberta profissional; o término de uma relação desgastada, pode ser uma porta que se abre para um novo amor; um tropeço, pode servir de aprendizado para se observar mais por onde se anda, pois, às vezes, faz-se necessário “quebrar um dedo, para não se perder uma perna depois”.

Nesse sentido, reflita, a sua visão geralmente é mais pessimista ou otimista? O nosso modo de enxergar a vida está atrelado as nossas crenças e, por sua vez, nossas crenças modulam nossos comportamentos. Até porque, se acredito que uma chinela emborcada dá azar, eu a desviro. Se creio que passar por debaixo de uma escada, me impossibilita de crescer, eu não passo. Pois bem, assim funciona a nossa relação mental e comportamental, pois quando desacreditamos de nós mesmos, achando-nos incapazes e desmerecedores, paralisamos diante dos desafios.

Então pense, se é baseado na nossa perspectiva que a nossa vida Funciona ou Paralisa, o que você tem desejado e pensado para sua? Como você se vê? No que acredita? Segundo Henry Ford – “se você acredita que pode ou que não pode, em ambas alternativas você está correto. Por isso, altere e amplie o seu ponto de vista de forma otimista para poder transformar a sua vida. Depois, basta agir assertivamente e alinhado a sua nova crença, que a bendita “sorte” lhe surpreende.

Porém, não vá querer ser professor de inglês em uma escola, sem ao menos falar a língua. Ou querer ser diretor financeiro de uma empresa, sem ao menos saber administrar as suas finanças pessoais, pois, não estou a falar aqui, de magia ou poder sobrenatural da mente, mas, simplesmente, da lei do maior esforço e da meritocracia. Logo, acredite verdadeiramente na sua capacidade de aprender e se transformar.

Embora os exemplos acima pareçam óbvios, já tive muitos clientes que me procuraram porque largaram seu emprego para buscar ou iniciar uma nova atividade cuja expertise ainda não dominavam. Desse modo, tenhamos cautela, porque toda transição deve ser gradativa e planejada de forma a preservar o nosso estado emocional.

A exemplo, veio ao meu escritório outro dia, um possível cliente que havia participado de um evento de inteligência emocional, e que, motivado pelo calor da hora, a se livrar de tudo que fosse mediano em sua vida, decidiu pedir demissão do trabalho e acabar com o namoro, ali mesmo no treinamento – pelo telefone. Porém, tais decisões precipitadas e sob forte impacto emocional, não contavam com um posterior arrependimento e desfecho catastrófico, em que ao querer retomar o relacionamento, a namorada não o quis mais, e o dinheiro para investir na sua recolocação no mercado estava limitado.

Por fim, sobraram-lhe solidão e dívidas das parcelas de outros treinamentos adquiridos nesse mesmo evento. Por isso, não acredite em caminhos fáceis e rápidos, pois saiba que, entre plantar e colher, existe o regar e esperar. Tudo leva um tempo para maturar. Logo, não queira receber o mérito, antes de pagar o preço.

No entanto, como havia escrito anteriormente, nada é perdido. Com ele fica o aprendizado da experiência, para quando for fazer futuros investimentos e tomar novas decisões, que não sejam imediatistas. Pois, compreenda, que passar a enxergar o copo meio cheio para tornar-se um otimista, não é o mesmo que, acreditar em transformações românticas e milagrosas, porque apesar de sermos todos merecedores e herdeiros filhos de Deus, lembre-se que herança de bens, só se recebe em caso de morte e, nesse caso, Deus não morre.

“Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver”, não importa o quanto tempo vai demorar, comece, pois o tempo vai passar do mesmo jeito, mas com resultados diferentes para quem age.

Márcio Vaz
Palestrante, Psicólogo e Coach
www.marciovaz.net

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