REFLITA SOBRE QUEM É VOCÊ

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Por Márcio Vaz

Você sabe quem é e o que quer? Você quer estar no bastidor ou no palco? Quer ser protagonista ou coadjuvante? Saiba que, um não vive sem o outro, logo, ambos têm a sua importância. Tanto os protagonistas, não fariam sucesso, se não existissem os coadjuvantes para interagir, como quem está no palco, conta com quem está no bastidor para o espetáculo acontecer. Posto isso, vale ressaltar que, para brilharmos, não precisamos estar em cima do palco, mas sim, em consonância com a nossa aptidão, desejo e identidade.

Não a nada de mal em se estar no bastidor e sonhar com o palco – vice versa. Isso pode fazer parte de um processo de transição – O caminho que temos que percorrer para chegar aonde de fato queremos estar. O problema ocorre, quando assumimos ou buscamos uma posição que acreditamos ser a ideal, mesmo que não nos conduza a uma realização pessoal ou profissional. Ou seja, quando compramos uma verdade que não é a nossa.

Trago este assunto à tona, porque, o que mais tenho visto ultimamente, são pessoas adoecerem, por se cobrarem demais. O pior, é que esse adoecimento, nem sempre se dá, na frustração dos próprios sonhos, mas sim, na incapacidade de assumir o papel que lhes foi apresentado e vendido como ideal. A exemplo, encontramos discursos como: “Seja Protagonista da Sua História”. “Transforme o Mundo e as Pessoas a Sua Volta”. “Deixei o Seu Legado”. Enfim, nada contra este modelo que, por vezes, eu mesmo vendo para QUEM ESTÁ INTERESSADO. O problema é quando alguém acredita que essa é a única opção, o único caminho para a realização.

Afinal, que mal tem, atuar no bastidor ou ser coadjuvante? Isso nos torna menos importantes? Eu recentemente ministrei uma palestra, em que a equipe do áudio falhou e acabou comprometendo a entrega do meu trabalho. Logo, entenda que, sem bastidor não existe palco e sem coadjuvante o protagonista não brilha. Desse modo, valorize-se, porque para ser protagonista da sua vida, você não precisa, necessariamente, atuar a frente ou transformar o mundo, mas sim, estar consciente do que quer e assumir o seu verdadeiro papel, pois a sua contribuição para o mundo virá independentemente de onde você estiver.

Por isso, busque acima de tudo, se conhecer, para não adoecer. Não queira atuar em um papel que não lhe representa, só porque lhe disseram que ter sucesso é estar em evidência. Até porque, o verdadeiro sucesso é assumir e aceitar a sua identidade. Pois nesse caso, se você quiser estar no palco ou no bastidor, em ambas as opções, estará no caminho certo e será bem sucedido. O mesmo não ocorre, quando nos forçamos para ser quem não somos, pois ao andarmos na contramão das nossas predileções, passamos a gerar ansiedade, estresse, exaustão e insatisfação que poderão nos levar a uma depressão.

A exemplo, note a diferença entre: “Eu adoro falar em público e quero me tornar palestrante” e “Eu vou ser palestrante, porque me disseram que ganha-se bem”. Na primeira opção, o querer pode ser um grande aliado por estar de acordo com a sua aptidão. Já na segunda, pode ser o fator desencadeador de uma doença, à medida que mesmo tímido, discreto e introvertido, me forço a fazer algo em nome do propósito errado ($).

O grande mal do mundo atual é generalizar. Querer vender um sonho universal sem respeitar a subjetividade humana. O pior é que acabamos sendo contaminados e queremos contaminar os outros com os nossos sonhos. Eu mesmo procuro me policiar, para que no entusiasmo não venha a influenciar as pessoas com o MEU propósito de vida. Por isso, para quem trabalha com atendimento, o grande segredo é saber ouvir. Entender quem é o seu cliente e o que ele realmente quer. Se de fato segue o seu verdadeiro ideal ou se está apenas contaminado pelo contágio social.

Hoje, eu percebo, que o meu maior aprendizado, vem da interação com o meu cliente. Por isso, sempre digo, que tenho o melhor trabalho do mundo, onde sou pago, para aprender. Ou seja, apesar de estar em evidência, por ser a referência de quem me procura, o ambiente terapêutico ou de coaching é muito mais de escuta e troca, do que de repasse de conhecimento. No início, por vezes, quis induzir a um caminho, por acreditar ser o ideal, mas alguns clientes me fizeram compreender, que estar no anonimato e servir de suporte, também tem os seus encantos e importância para que a roda possa girar.

Você já pensou se todo mundo quisesse estar no palco? Chegaria um determinado momento em que inexistiria bastidor e plateia. Posto isto, a moral da história é aprender a compreender, aceitar e respeitar os diversos caminhos que existem para se trilhar. Sejam eles de escolhas pessoais ou profissionais. Pois repito, para se obter sucesso na vida, não existe receita ou fórmula, basta estar em congruência com a sua consciência, que você irá brilhar no palco da sua verdadeira existência.

E você, sabe verdadeiramente quem é e o que quer?

Márcio Vaz
Palestrante, Psicólogo e Coach
www.marciovaz.net

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