Os seus funcionários estão nos lugares corretos?

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Felipe Pajaro

Por Fábio Pajaro 

Todo gestor sabe – ou ao menos deveria saber – que o engajamento dos funcionários é essencial para que uma empresa seja bem-sucedida, independentemente de seu porte ou segmento de atuação. Mas no País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Coaching, somente um em cada oito colaboradores considera-se engajado com o seu trabalho. E a principal causa desta falta de engajamento é o fato de os profissionais não estarem alocados em cargos ou funções que melhor exploram seus conhecimentos e habilidades. 

Em um cenário extremamente competitivo tanto para as empresas – em busca de lucro e expansão – como para os profissionais – que disputam concorridas vagas no mercado de trabalho –, a ninguém é permitido o luxo de não explorar as suas melhores virtudes. Para pessoas físicas e jurídicas, todo e qualquer trunfo deve ser utilizado da melhor forma, visando à obtenção dos resultados desejados.

Na gestão dos recursos humanos, cabe aos líderes a missão de analisar o perfil dos colaboradores, visando aproveitá-los da maneira em que forem mais eficientes, produtivos ou criativos – dependendo da área de atuação de cada um. Com papeis bem definidos e com as pessoas certas nos lugares certos, será possível equilibrar fortalezas e fraquezas da equipe, direcionando os esforços de cada um para a busca de objetivos comuns.

Mas, afinal, qual o lugar certo para cada um?  

Basicamente, existem quatro tipos de perfis comportamentais, e isso é fundamental para determinar onde cada colaborador irá contribuir da melhor maneira para o todo. De certa forma, suas nomenclaturas – executores, comunicadores, planejadores e analíticos – traduzem os principais traços de personalidade dos profissionais, bem como as suas formas de ação e de reação a estímulos.

Assim, detectar o perfil comportamental de cada colaborador é o primeiro passo para a eficiente alocação dos profissionais nos postos de trabalho mais adequados. Isso pode ser feito por meio de empresas de consultoria especializadas ou mesmo com o uso de softwares e testes específicos. Mas, em todo este processo, a principal lição é saber como equilibrar todas essas variáveis humanas, compondo um conjunto harmônico e focado nos mesmos objetivos.

Dinâmicos e otimistas, os executores têm enorme disposição e não têm medo de assumir riscos – e até de errar.  Extrovertidos e ativos, os comunicadores rejeitam a monotonia, apreciam trabalhar com autonomia e adaptam-se com facilidade a novos ambientes ou missões. Já os planejadores são tranquilos, cautelosos, gostam de regras e de rotinas e demonstram bastante autocontrole. Os analíticos, por sua vez, são calmos, discretos e rígidos, mas gostam de se sentir estimulados.

Uma ressalva importante: ninguém é 100% executor, comunicador, planejador ou analítico. Cada profissional tem a dominância de uma dessas características, mas invariavelmente apresenta traços de outros perfis. Um profissional pode, por exemplo, ser 42% planejador, 23% analítico, 19% executor e 16% comunicador.

Conhecer esses perfis e equilibrá-los é, possivelmente, um dos maiores desafios para qualquer gestor de equipe. Ao mesmo tempo, trabalhar e explorar as características de cada profissional da maneira mais adequada é praticamente a garantia de que os recursos humanos serão potencializados na mesma direção, a busca do sucesso da empresa.

Sobre Fábio Pajaro

Com longa experiência no mercado financeiro, principalmente, no setor de pagamentos, Fábio Pajaro estudou Economia e Direito na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atuou na gestão de diferentes empresas de prestação de serviços como Call Canter, Tecnologia da Informação, Sistemas de Telemetria, Locação de Equipamentos, entre outros. Portanto, possui conhecimento de gerenciamento administrativo e financeiro em organizações de pequeno, médio e grande portes, além de desenvolvimento de novos produtos para mercado de meios de pagamento e sub-adquirência.

 

 

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