O problema do desemprego é atual e constante, mas tem jeito

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Por Bruno Cabral, Carla Paes e Tássia Amorim 

O problema do desemprego é atual e constante. Neste cenário, muitas pessoas estão desempregadas, outras empregadas com profissões que serão superadas, outras desaparecerão. Essa dinâmica do mercado de trabalho está intrinsecamente relacionada ao avanço tecnológico, dentre outros fatores. A extinção de profissões inclui a substituição de pessoas por robôs – máquinas, como também o surgimento de novas funções e a valorização das soft skill – habilidades comportamentais, esta última sendo muito difíceis de ser mensuradas. Isso tudo exigirá que as pessoas estejam emocionalmente preparadas para essas transformações corporativas, com a estrita necessidade de se adaptar a essa realidade.

Destarte, as tecnologias vão, principalmente as digitais, surgindo e as pessoas, em grande parte, não visualizam os seus impactos. Várias questões podemos levantar, como quem diria que o Uber seria fonte de empregabilidade de tantas pessoas? Consequentemente, será que as organizações de táxi esperavam todo esse impacto? E as redes hoteleiras, quais as estratégias criadas para atrair clientes depois do AIRBNB? E os restaurantes depois do Ifood? Será que houveram demissões com a colocação das máquinas de check in nos aeroportos? Como as pessoas que ocupavam essas funções receberam essas novidades? Será que estavam preparadas? Quem vai traçar o plano, as estratégias, operacionalizar estes acontecimentos senão o grupo de colaboradores que fazem partem dessas organizações? É obvio que permanecerão apenas os que estiverem preparados – os capazes de se adaptar e agregar alto valor para os interessados – gestores, colaboradores, clientes, fornecedores e acionistas.

Com este problema, haverá, obviamente, a necessidade do desenvolvimento de novas habilidades por parte dos colaboradores, para ressurgir em meio a esse processo de mercado, além da formação tradicional será necessário investir em treinamentos que auxiliem no desenvolvimento de habilidades práticas, porque a verdade é que ninguém nasce pronto, mas as empresas querem o melhor do profissional.

Se antes o diploma de formação em uma instituição renomada era importante, agora além do diploma o profissional tem que ser criativo, trabalhar excelentemente em equipe, ser comunicativo, fazer a gestão do tempo e entregar valor aos interessados, ter inteligência emocional e outras habilidades que estejam relacionadas a cultura da instituição na qual faz parte ou tem interesse de ingressar, não é apenas pertencer a organização, mas conhecê-la para desenvolver as skills – ferramentas que lhe permita se destacar.

Para desenvolver os instrumentos necessários, é preciso readaptar as habilidades que são capacidades que uma pessoa adquiriu para um cargo inicialmente para outra função. Além disso, é imperioso destacar a competência como a habilidade em conjunto com conhecimentos e atitudes. O novo profissional que o mercado busca é aquele que através de sua habilidade – mensurado pelo esforço individual redireciona o cargo que possivelmente será extinto para outras possibilidades, inclusive é um bom modelo para agregar alto valor as partes interessadas. Com isso, o colaborador do século XXI deve manter uma atitude ativa em prol do conhecimento e da reestruturação de suas habilidades, considerando a perspectiva de novas competências. Por fim, se por muitas vezes o que o mercado quer é apenas possibilidades, por outras, como fazer o trabalho a partir da inovação.

No fim, o problema do desemprego é atual e constante, mas tem jeito através das novas competências e inovação aliado ao trabalho. De certo, as pessoas devem estar emocionalmente aptas para fortes transformações, necessitando se adaptarem a uma realidade tão próxima; como saber da parte técnica e analítica, assim técnicos devem passar a ser analistas, e estes últimos gestores de dados e comunicações.

Autores

Bruno Rodrigues Cabral

Mestre em Gestão Pública e Cooperação Internacional (UFPB); Pós-graduado em Gestão Pública (IFPE); Pós-graduado em Gestão Financeira, Auditoria e Controladoria (FAAM); e Graduado em Ciências Contábeis (FACET). Licenciando em Geografia (UEPB). Exerce Atividade de Auditoria Interna Governamental; Escritor; Professor; Palestrante; Colunista do Site Falando de Gestão (FG); e organizador da sexta edição do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); Membro da Comissão Científica da Revista de Práticas em Gestão Pública Universitária (PGPU/UFRJ). Atuou como parecerista de Regras da ABNT do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); organizador da quinta edição do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); parecerista ad hoc pela Revista de Educação Interdisciplinar e Ciências Sociais (RECEI/UERN); Ex-diretor de Capacitação e Aperfeiçoamento da União Nacional dos Auditores do Ministério da Educação (UNAMEC); pesquisador no grupo de pesquisa de Estudos em Estado, Sociedade e Políticas Públicas (GESPP); e pesquisador no grupo de pesquisa em Vulnerabilidades Urbanas e Socioambientais; Ex-membro da Comissão Permanente da Flexibilização da Jornada de Trabalho (CPFJ); Ex-membro da Comissão Permanente de Avaliação da UFERSA (CPA), Interesse de pesquisa em Análise, Implementação, Avaliação e Controle das Políticas Públicas. Pesquisador e leitor de temas interdisciplinares e transdisciplinares.

Carla dos Santos Macedo Paes.

Mestre em Tecnologia pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – RJ (2016), Pós-graduada em Tecnologias de Gestão da Produção e Serviços pelo Instituto Nacional de Tecnologia (2009). Possui graduação em Direito pela Faculdade Moraes Júnior (2003). Assistente em C&T do Instituto Nacional de Tecnologia. Desde julho de 2017 é Coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas da Diretoria de Administração da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE. Tem experiência nas áreas de Gestão Pública, Administração Pública, Gestão de Pessoas, Gestão por Processos, Gestão por Competências, Gestão da Inovação Tecnológica, Projetos de Inovação Tecnológica e em Ciência e Tecnologia há 23 anos. Na área do Direito possui experiência atuando nas áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Direito de Família, Órfãos e Sucessões, Direito Constitucional, Direito do Consumidor, Direito Trabalhista e Previdenciário, Direito de Propriedade Intelectual. Professora com Especialidade nas Disciplinas de Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito do Trabalho e Direito Previdenciário.

Tássia Amorim

Graduada em Ciências Contábeis pela (UFAL/2011), especialista em MBA Finanças Corporativas, auditoria e controladoria (UNIT/2016), cursando MBA em Auditoria Fiscal. Atuou como agente pleno de controladoria hoteleira em empreendimento de bandeira internacional, administrado pela Atlântica Hotels Internacional. Dedicou maior parte da sua carreira profissional a assessoria e contabilidade pública municipal, incluindo serviços de prestação de contas eleitoral. Atua no terceiro setor como gerente da Unidade de Administração, Contabilidade e Finanças na FUNDEPES.

2 comments

  1. Deborah Almeida disse:

    Concordo com vcs quando dizem que somente permanecerão os que estiverem preparados – os capazes de se adaptar e agregar alto valor.

    Temos que evoluir nossa mentalidade para nós enxergarmos como um empresa (pessoa), responsáveis pelos resultados, pelos entregáveis, pela inovação de nossas ações, em como o mercado se comporta…, pois está em extinção o profissional que somente está preocupado com seu mundinho e pequenas ações.

    Somos um produto que deverá sempre ser interessante para nosso empregador e principalmente para o mercado.