Liderança empática ou antipática

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O líder saiu da média e com isso algo fica para trás - Falando de Gestão

Liderança requer atenção, conhecimento e jogo de cintura, seja de quem lidera, quanto de quem é liderado.

Por Luiz Otávio Goi Junior

Sempre que lidamos com a personificação de líder, nos vêm à cabeça o líder companheiro, compreensivo, sensitivo, perceptivo e engajador. Esse líder utópico, no qual depositamos nossas esperanças em encontrar, precisa de algumas explicações antes de tudo, para que seja entendido porque, ele ainda não existe.

  1. O líder é um ser humano: Antes de tudo, devemos lembrar que um líder, assim como eu e como você é um ser humano. Esse líder, como nós, tem suas dificuldades, seus problemas, seus medos, seus vícios e suas virtudes. É muito importante entender que os líderes são pessoas que a cada vez mais estão enfrentando desafios duradouros sem que haja tempo de se qualificar, aprender e praticar as metodologias mais atualizadas, portanto, o líder irá errar e você precisa perdoá-lo por isso.
  2. O líder saiu da média e com isso algo fica para trás: A partir do momento em que um líder, se torna gestor de alguma área ou negócio, essa mudança foi realizada pelo fato dele ter se destacado positivamente em alguma área do conhecimento ou gestão e por isso, automaticamente outras características precisarão ficar para trás, isso se chama “Custo da oportunidade”. É bem comum que líderes mudem comportamentos depois de promovidos a gestores. Essas mudanças normalmente são reações baseadas nas ocorrências e aprendizados do dia-a-dia e por isso o líder provavelmente não será o mesmo. Esses líderes, por muitas vezes para gerir, precisam focar em desenvolvimento de relacionamento e por isso, deixarão a desejar no apelo técnico. Aqueles que precisem de maior conhecimento técnico, terão dificuldades com o apelo emocional e com isso, os relacionamentos serão estremecidos.
  3. O líder será direcionado pela realidade de seu entorno: É muito comum, vermos empresas que contratam ou promovem lideres esperando que esses sejam diferentes de toda a realidade existente na empresa e mais comum ainda, verem que o resultado foi apenas “Mais do mesmo”. Essa questão que tanto assombra as empresas é ocasionada pelo fato de um líder ao ser direcionado para uma nova função, encontra preocupações e medos para algo que ele não está preparado e com isso, ele buscará mesmo que de forma não intencional exemplos em outras pessoas que já ocupam postos de hierarquia superior na empresa e com isso, terão resultados efetivos muito parecidos com os gestores que já vivem a realidade da empresa. Para que exista de fato, uma mudança comportamental na liderança, se faz necessário uma implementação de cultura e maturidade empresarial, fatores estes que necessitarão de implementação sistêmica.
  4. O líder também precisa de motivação: Normalmente acredita-se que os líderes devem ser automotivados por próprio instinto, visto que pelo fato de ser líder essa deve ser a sua realidade. Essa realidade é existente, visto que a competência automotivação é presente em muitos lideres, porém, nem sempre é possível se automotivar, mesmo para um líder, portanto, ações de motivação e direcionamento precisam ser presentes no nível de liderança, visto que seja motivação ou desmotivação, o líder será responsável por repassar para sua equipe.

Mesmo com todas essas questões, não é por isso que o líder precisa ter todas essas características negativas em conjunto. O líder precisa trabalhar constantemente as suas competências visando minimizá-las e algumas das atividades que ele pode fazer são:

  1. Planejamento: O líder que quer ter sucesso, precisa de planejamento. Planejamento e organização são a marca do líder de sucesso, portanto para um líder ter resultados positivos ele precisa se planejar.
  2. Atualização: Um líder precisa se atualizar o tempo todo. Novos treinamentos, novos cursos, novas formações e muita leitura. No mundo que vivemos, o subordinado tem acesso a tudo o tempo todo e o líder que não estiver atualizado e pronto, perde credibilidade.
  3. Empatia: Um líder precisa ter empatia com seu subordinado, precisa entender cada situação e colocar-se no lugar deste para tomar uma decisão correta.
  4. Visão de observador: O líder precisa tratar os problemas sempre como observador e nunca como parte. Isto porque quando as pessoas tratam do problema como participante, sua primeira ação sempre será preservação. Nestas condições, e importante que o líder nunca tome uma decisão inserindo-se no problema e sempre observando de longe, evitando assim decidir com menor razão e maior emoção.
  5. Foque no problema raiz: Uma das questões que mais causam conflitos é o fato de as pessoas tratarem sempre os problemas secundários e nunca chegar ao problema raiz. Essa questão envolve a mudança da visão eu x você para eu + você x problema. Com isso, o conflito acaba e você não precisa revisitar o mesmo problema varias vezes.

   Liderança requer atenção, conhecimento e jogo de cintura, seja de quem lidera, quanto de quem é liderado.

Luiz Otávio Goi Junior

Luiz Otávio Goi Junior

 

 Luiz Otávio Goi Junior

Tem formação na área ambiental, especialista em educação, sistemas de gestão integrados e MBA em Gestão empresarial. Tem expressiva vivência em gestão no ramo da indústria, no qual soma mais de 14 anos de experiência nos ramos automobilístico, energia e bens de consumo. Atualmente executivo em sistemas de gestão em indústria de grande porte, autor do livro Administrando sistemas, Gerindo processos e Engajando pessoas e publica artigos periódicos voltados a sistemas de gestão em revistas e páginas técnicas na área.

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