Líder: Busque as Oportunidades e Aproveite as Iniciativas

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Por Julio Cesar S. Santos

Por Quê Quando as Pessoas Pensam em Suas Melhores Realizações, Elas Imaginam Algum Tipo de Desafio? Quais São os Quatro Elementos Utilizados Pelos Líderes Para Buscarem Resultados Extraordinários?  

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Já é consenso que os grandes líderes são aqueles que conseguem agregar outras pessoas às suas ideias, influenciando o sistema em que estão inseridos e contribuindo para o crescimento de todos a sua volta. Daí, pode-se dizer que o seu verdadeiro sucesso é o legado que ele constrói durante a sua missão. Mas, como agir em momentos de adversidades, incertezas e opressões? É o que analisaremos a seguir.

Quando as pessoas pensam em suas melhores realizações, automaticamente imaginam algum tipo de desafio. Por quê? Porque em épocas de estabilidade nós não somos testados. Podemos até ter um bom desempenho, ser promovidos ou conquistar fama, mas a certeza e a rotina geram complacência. E, por outro lado, as dificuldades pessoais e profissionais nos deixam face a face com aquilo que realmente somos e com o que somos capazes de nos tornar.

Então, o estudo da liderança é o estudo de como homens e mulheres nos guiam em momentos de adversidade, incerteza, opressão, transformações, transições, novos começos e outros desafios significativos. É também o estudo de como homens e mulheres, em períodos de estabilidade, procuram perturbar o status quo e acordar para novas possibilidades. Dessa forma, pode-se afirmar que os líderes buscam oportunidades de mudança, crescimento, inovação e desenvolvimento e, para buscar resultados extraordinários, eles utilizam quatro (4) elementos:

1º) Aproveitam as Iniciativas

Quais são as palavras que você utilizaria para descrever o caráter de sua melhor experiência pessoal de liderança? As mais utilizadas são desafio, recompensa e estímulo, embora as palavras que significam paixão e inspiração também apareçam com regularidade. Ninguém usou as palavras enfadonho, desanimadora, insatisfatória, medíocre, indiferente, apática ou rotineira, pois as situações de rotina não estão associadas a desempenhos premiados.

A pesquisa de KOUSER & POSNER ([1]mostrou um panorama otimista, no qual a mudança era encarada como um desafio pessoal. Os líderes aproveitam as iniciativas com entusiasmo, determinação e com um desejo de fazer algo acontecer. Eles abraçam o desafio apresentado pelas mudanças em seu setor ou pelas novas demandas do mercado, comprometendo-se com a criação de novas possibilidades animadoras de fazer uma diferença significativa.

Os melhores líderes sabem que o investimento em treinamento compensará no longo prazo, pois as pessoas não podem oferecer o que não sabem fazer. E, para não ter que demitir todos os que não possuem todas as habilidades – o que é praticamente impossível – é preciso atualizar continuamente essas habilidades.

O treinamento é uma forma de preparação, assim como a simulação mental. Ser capaz de imaginar como as coisas serão feitas antes que precisem ser realizadas é uma boa estratégia para desenvolver a confiança nas pessoas de que elas podem agir quando for necessário. É semelhante ao treinamento de incêndio e a diferença é que você o faz mentalmente. Então, montar um cenário em sua mente até que o possa imaginar quadro a quadro, é um excelente modo de encorajar e apoiar a iniciativa dos seus seguidores.

2º) Tornar o Desafio Significativo

A liderança e o desafio estão intrinsecamente ligados, pois os líderes que as pessoas admiram são os que têm a coragem de defender suas convicções. Mais importante para os seguidores do que ter líderes com valores é ter líderes que defendam as suas crenças durante os períodos de desafio intenso e mudanças radicais.

O que o faz levantar pela manhã, ansioso para abraçar a causa do dia? O que o motiva a fazer o melhor, dia após dia? Por que as pessoas forçam seus próprios limites para conseguir que coisas extraordinárias sejam realizadas? Por que as pessoas fazem coisas em troca de nada?

Pesquisas ([2]) demonstram que, para fazer seu melhor, as pessoas precisam estar motivadas internamente e a tarefa – ou projeto – na qual estão envolvidas deve ser intrinsicamente motivador. Quando se trata de excelência, definitivamente não é “o que é recompensado, acaba sendo feito”, e sim “o que é recompensador é feito”.

Portanto, nunca será possível pagar o suficiente às pessoas para que elas se importem com os produtos, serviços, comunidades, famílias ou mesmo com o resultado financeiro. Os verdadeiros líderes mexem com os corações e as mentes das pessoas e não só com suas mãos e carteiras.

3º) Inovar e Criar

Quando estamos diante de novos desafio – pessoais, administrativos, econômicos ou tecnológicos – vivemos com um alto grau de ambiguidade e, as mudanças e as incertezas resultantes disso, acabam destruindo nosso equilíbrio. No entanto, essas flutuações, distúrbios e desequilíbrios nas empresas são as principais fintes de criatividade.

Em uma pesquisa com gerentes sêniores de empresas globais nos EUA descobriu-se que o foco atual na “maior lucratividade e no gerenciamento de custos dará oportunidade à ênfase na inovação, em novos mercados e produtos e soluções de venda do comércio eletrônico”. (KOUSER & POSNER, 2003)

Também descobriu-se que a inovação é considerada mais crítica do que qualquer outra alavanca estratégica e, além disso, a receptividade à inovação / novas ideias é a 3ª característica de ambiente de trabalho que mais influencia o recrutamento, a retenção, o engajamento e a motivação dos funcionários, após a “liderança confiável” e a “liderança acessível”.

Sendo assim, fica claro que os líderes devem ser inovadores para guiar suas empresas em toda a sua extensão na Nova Economia, pois essa necessidade não se limita – de modo algum – às empresas voltadas para o lucro.

4º) Procurar Novas Ideias

As inovações atuais podem surgir de qualquer parte, algumas vezes de clientes, usuários, fornecedores ou até mesmo de laboratórios de P&D. O ambiente é mais incerto e uma pesquisa recente sobre as origens da inovação indica que as inovações mais prejudiciais podem acarretar destruição, mesmo nas melhores empresas. Se a inovação é crucial para a liderança, que lições podemos tirar desse fenômeno imprevisível?

Os líderes sempre devem observar ativamente e escutar o que está ao seu redor, já que o sinal mais vago – ou fraco – pode significar que existe algo de novo no horizonte. A inovação exige que se ouça e se comunique mais do que requer o trabalho rotineiro. Os líderes que levam a uma mudança, devem se conectar a mais fontes de informações, e sair com mais frequência, pois as inovações bem-sucedidas não nascem no 37º andar do edifício-sede das instituições.

É apenas mantendo contato com o mundo à sua volta que os líderes podem esperar algum dia mudar o ambiente corriqueiro de trabalho e, dessa forma, eles permanecem em contato com as tendências do mercado, com as ideias e os conselhos de pessoas com as mais variadas experiências nas várias disciplinas.


([1]) KOUSER, James M. & POSNER, Barry Z. “O Desafio da Liderança” 3ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2003, p. 189

([2]) KOUSER, James M. & POSNER, Barry Z. “O Desafio da Liderança” 3ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2003, p. 197

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