Internacionalização: dicas para investir no mercado mundial

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Para os empreendedores que já consolidaram operação no Brasil, abrir negócios em outros continentes é algo possível, porém, um grande desafio. Estudos apontam que os Estados Unidos estão na prioridade das empresas brasileiras.

É grande o número de empreendedores que aposta nas oportunidades existentes no mercado exterior; eles já nascem com um planejamento de expansão nacional e, após a consolidação deste produto ou serviço no Brasil, iniciam o processo de internacionalização do mesmo. O caminho é longo e trabalhoso, mas para quem tem experiência e fôlego para encarar os desafios, essa trajetória pode ser bem-sucedida.

Segundo a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos –, as razões que motivam o empresário a cruzar os oceanos são o aumento nas vendas (72,7%), a diversificação de riscos (65,3%) e a proteção em relação à volatilidade do mercado doméstico (61,3%). Entre os destinos da internacionalização, os Estados Unidos estão no topo do ranking com 68,8%, seguido pela Colômbia (23,4%), México (21,3%), Argentina (17,7%) e Emirados Árabes Unidos (15,6%).

“A internacionalização sempre esteve em nossos planos, entretanto, nosso processo veio acompanhado de um importante avanço tecnológico proporcionado pela interação e cooperação com diversos atores do cenário de inovação fora do Brasil. O momento adequado para isso é quando a empresa está sedimentada em seu mercado local, validou seu negócio e está pronta para se dedicar ao mercado externo, de forma a evitar o “efeito sanfona”, comum em processos de internacionalização”, declarou o CEO da Biosolvit, Guilhermo Queiroz.

Para quem busca comercialização no mercado estrangeiro, todos os desafios são superáveis quando se está bem preparado. “O primeiro passo para esse processo é estudar e entender os negócios a que se destina o produto ou serviço, incluindo as questões tributárias e jurídicas do país de destino; além da cultura local, cujo conhecimento pode influenciar no momento de pisar nessas novas terras. Um planejamento consistente, de preferência com parceiros locais é o passo seguinte. O importante é que o governo brasileiro, representado pelo MDIC, MRE, APEX e Sebrae, por meio do programa Startout, além de iniciativas privadas, colaboram muito nesse processo”, contou o CEO do app Filho sem Fila, Leo Gmeiner. Nos EUA e Canadá, a ferramenta foi adaptada às necessidades locais e, para o mercado mundial, tem o nome de Quick Pickup.

O CEO e fundador do Ciclano – plataforma de streaming – Maurício Castro reforça que é primordial entender as normas para as atividades que serão executadas no País desejado, compreender como o produto ou solução é consumida pelos públicos-alvo, avaliar a carga tributária e buscar suporte profissional para o processo, evitando erros nesta jornada, e consequentemente, diminuindo a saída de recursos. “O mais difícil está em entender a maneira de consumo de cada região, a necessidade específica de cada perfil de cliente”, disse Castro, que em fase inicial deste processo de internacionalização cresce em média 5% por semana.

O fato é que uma empresa que busca expandir seus negócios no exterior precisa ofertar algo que resolva um problema ou aperfeiçoar um processo, ou seja, entregar o que o cliente busca. “Não existe uma receita, os ingredientes vão mudar o tempo todo. O segredo é estar pronto para olhar de fora, não se apaixonar pelo seu produto e se preocupar em entender o que o cliente quer”, salientou Castro.

E a pergunta que não quer calar: quanto custa internacionalizar? Gmeiner responde: “Tudo depende da estratégia e do negócio. Uma indústria ou bens de consumo pedem investimentos mais altos. Já um SaaS (software como serviço), como o Filho sem Fila ou Quick Pickup, não demandam investimentos tão robustos. O tempo varia de acordo com o mercado e área de atuação”, analisou ele, que está abrindo oportunidades no mercado norte e latino americanos, e retornou recentemente de uma bem-sucedida imersão no mercado francês.

Dicas de quem está em processo de internacionalização

Guilhermo Queiroz (Biosolvit): Os maiores desafios estão relacionados à capacidade de dar foco ao tema, a capacidade de entrega (distribuição) dos produtos e conhecimento aprofundado no meio de negócios dentro do mercado alvo.

Leo Gmeiner (Filho sem Fila): Atenção aos detalhes, pois há pontos não comerciais ou produtivos a serem observados, e busque atores locais para seguirem juntos na jornada.

Maurício Castro (Ciclano): Continue firme, é apenas um desafio que você vencerá etapa por etapa. Por mais doloroso que possa parecer, valerá a pena.

Fonte: Liberdade de Ideias

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