Evite a fofoca

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Para analista de RH, a fofoca no ambiente de trabalho deixa a equipe insegura e desmotivada, podendo comprometer a produção

A conversa no ambiente de trabalho em momentos de descontração é normal para integração dos funcionários. Quando o tema da conversa é a vida pessoal de um colega ou especulações sobre assuntos que envolvam a empresa, pode surgir aí uma fofoca. Atitude capaz de comprometer o ambiente de trabalho.

Para a analista de Recursos Humanos (RH) Daniele Aragão, a fofoca no local de trabalho não tem como ser evitada por completo. A empresa pode minimizar essa prática deixando claro que não admite esses tipos de atitude. Como também promover encontros, debates e atividades de integração que fortaleçam a equipe. Isso porque, para ela, um local onde exista fofoca a equipe fica insegura e desmotivada. Esse desconforto compromete a produção, afirma.

Segundo a analista, evitar a exposição da vida pessoal, comentários que gerem a curiosidade de outros funcionários ou ser completamente alheio ao convívio com os colegas são comportamentos que dão margem a especulações e fofocas. “O ideal é a interação com todos da equipe de forma profissional.”

O psicólogo Caubi Tupinambá afirma que fofocar é uma característica da personalidade. “As pessoas que fofocam no trabalho são as mesmas que o fazem fora dele”. Para ele essa característica é agravada no ambiente corporativo pela sensação de concorrência. Caubi, que também é professor do curso de administração da Universidade Federal do Ceará (UFC), também vê nas atividades de grupo uma forma de diminuir os espaços para as fofocas. “As vezes algumas relações pessoais entre funcionários não estão bem desenvolvidas e os conflitos podem ser solucionados em atividades coletivas. Gerando efeitos positivos na produção.” Para o psicólogo, a melhor forma de evitar a divulgação de boatos e fofocas é não dar audiência e credibilidade para os fofoqueiros. “Se você dá atenção ao fato e se demonstra curioso para saber mais detalhes, está dando força e repercussão à fofoca.”

Uma secretária (que não quis divulgar seu nome), foi vitima de fofoca no escritório em que trabalha. Divulgaram na lista de e-mails da empresa uma conversa pessoal entre ela e uma amiga. O que o “fofoqueiro” não lembrou é que a vítima da fofoca também fazia parte da lista e ficou sabendo imediatamente do fato. Para resolver a situação, a secretária encaminhou a mensagem para a direção da empresa e expôs o acontecido. Depois disso foi realizada uma reunião com toda a equipe para esclarecer a situação. “Pensei em fazer um Boletim de Ocorrência (B.O) se o caso não tivesse sido resolvido internamente”, afirma. Hoje, a secretária continua trabalhando na mesma empresa e foi promovida à subgerente. O fofoqueiro saiu do emprego depois do ocorrido.

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Empresa pode diminuir os efeitos

Segundo Beatriz Nunes Bernardi, psicóloga da Mega Sistemas Corporativos, estar atento ao relacionamento da equipe pode ajudar o gestor a identificar a origem do desconforto e reverter a situação. “É esperado que os gestores atuem de forma incisiva e inteligente em relação ao que é comentado nos corredores, acabando com situações de constrangimento e falta de comprometimento profissional de algumas partes. O feedback (ações de resposta aos acontecimentos) é uma maneira de fazer as coisas acontecerem.” Afirma.

Para fofocas e especulações que envolvem ações diretas da empresa, Daniele diz que podem ser resolvidas ou evitadas com uma boa comunicação interna.
Um jornalzinho, uma lista de e-mails ou um mural onde a empresa exponha o que de fato está acontecendo. Isso pode diminuir eficientemente o poder dos boatos e deixar a equipe mais segura. Diz.

Fonte: O Povo Online

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