Em defesa do meio ambiente

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*Julio Gavinho

O mico leão dourado, a ararinha azul e o ponta esquerda da seleção  já foram o exemplos máximos de preservação ambiental no Brasil.

O Chico já foi o símbolo da luta a favor da população local da Amazônia assim como outros ambientalistas, todos que deram o nome “ambientalista”  aos cruzados da preservação.

O Sting e o Raoni, seu namorado platônico, adotaram os índios pré-históricos brasileiros como bandeira de publicidade e igualmente adotaram para si o apelido de ambientalista.

Preservar o meio ambiente, assim como o ambiente que você vive, é um esforço diário que, na sua absoluta maioria, não aparece nos jornais nem na TV. Claro que o fato de você não advogar para grilheiros, não ser exportador de madeira ou incorporador Imobiliario, influencia um pouco a exposição que seu esforço terá.

O Sting, que se manteve vivo como artista graças a sua hercúlea batalha pelas florestas brasileiras, é o atestado vivo do interesse comercial associado ao discurso preservacionista. O instituto Chico Mendes hoje administra parques, áreas de preservação e outros secos e molhados. Uma ONG, com os braços enfiados no caixa e livre do alcance da lei 8666. Enquanto isso, um juiz de primeira instância de Florianópolis, sabedor de todas as formas subterrâneas de obter-se uma licença ambiental, tomou uma medida heróica: mandou retirar o objeto jogado na área de preservação ambiental em Jurerê. Neste caso, o objeto era um hotel. E, quase esqueci, também mandou recolher à custodia publica por 28 anos, o ancião Pericles Druke de 76 anos, patriarca e capo de tutti capi da Habitasul. Se fosse cumprida, a sentença hospedaria PD até os 104 anos de idade. Claro, ele não passará um único dia no xilindró.

Somos um bando de bocós românticos, que adoramos heróis da Marvel. Uma geração de apaixonados por Chico Mendes que nunca viu a floresta de verdade, nem as comunidades ribeirinhas nem sabe das suas verdadeiras necessidades.  Não sabem o que ONGs fazem com o cascalho que recebem, sabe Jeová de quem. Defendem índios que não existem como os índios que você imagina, e que são mais capitalistas e mais monetaristas selvagens que eu e você juntos.

Engrossam o coro desenvolvimentista das baladas de Jurerê construídas sobre a delicada relva mas se negam a entender a real necessidade das comunidades do Pará, aonde a usina de Belo Monte não é importante: é vital.

O nosso herói de verdade é o Juiz Marcelo Krás Borges, corajoso o suficiente para entender o equilíbrio entre o bem público, o meio ambiente, o desenvolvimento e a carteira do empresário.

Esta última, tal qual o inverso do martelo de Thor, do cinto do Batman ou aquela geringonça no peito do homem de ferro, é a parte mais sensível vilão.

Bate aí, excelência.

É aí que dói.

*Julio Gavinho é executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel,  sócio e Diretor da MTD Hospitality

 

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