Dez Qualidades de Comandantes Bem-Sucedidos

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Quais as Qualidades de Liderança Utilizadas Por Alexandre o Grande no Comando de Suas Tropas? Qual o Grande Feito de Aníbal de Cartago? Como Foi a Dinastia de César em Roma? Qual a Relação Desses Três Grandes Comandantes Com Seus Comandados? Pode-se Afirmar Que Esses Três Comandantes Foram Exemplos de Líderes Bem Sucedidos?

Escrito por Julio Cesar S. Santos

A batalha era uma confusão de homens e cavalos se movendo, mas mesmo assim, ele era inconfundível. Ele era baixo, porém musculoso, com sua esplêndida armadura. Alexandre, o Grande, o Rei da Macedônia, liderava sua cavalaria de elite.

Uma explosão de clarins tinha feito com que avançasse pelo raso Rio Grânico até a margem oposta, seguido pelos olhares dos melhores cavaleiros da Pérsia. E, animados pela vitória sobre a 1ª onda do ataque macedônio, os persas cobriram o inimigo com gritos.

Dois irmãos persas miraram o próprio Alexandre. Eram Resarces e Espitríates, ambos aristocratas. Espitríates, Governador da Jônia (atual costa do Mar Egeu) e seu irmão atacaram, destruindo o capacete de Alexandre com sua cimitarra. Este respondeu e enfiou sua lança no peito de Espitríates.

Quando este caiu morto, seu irmão girou a espada sobre a cabeça de Alexandre, mas antes de fazer contato, seu braço foi decepado pela hábil espada de Clito, o Negro – oficial macedônio. Era um dia de maio de 334 a. C. no Noroeste da Anatólia (atual Turquia).

Cento de dezoito anos depois, o barulho da batalha soou no Sul da Itália, onde os exércitos de Roma e Cartago estavam presos numa luta mortal e, quando as legiões romanas marcharam, os cartagineses mostraram os dentes retrocedendo. Estariam colapsando com a ferocidade romana ou estariam levando o inimigo para uma armadilha?

O Cônsul romano Paulo incitava sua infantaria a destruir o inimigo. Seu oponente cartaginense não estava muito longe, ele estava posicionado no mesmo lugar desde o começo da luta – horas antes. Aníbal de Cartago comandava suas tropas pessoalmente. Só tinha um olho bom, tendo perdido a visão do olho direito por uma doença infantil.

A batalha tinha chegado a seu momento decisivo e um pouco mais e os cartaginenses poderiam usar a armadilha, mas teriam de aguentar o poder de Roma. Aníbal caminhou entre os soldados animando-os e até lutando contra o inimigo romano e, se o risco que estava assumindo não o matasse, chegaria ao triunfo. Era a tarde de 2 de agosto de 216 a. C.

Cento e sessenta e oito anos depois, na primavera de 49 a. C., Roma estava tomada pela guerra civil. O conflito explodiu na Itália, Espanha, no Sul da França e depois se moveu para o Oriente, na costa de Épiro (atual Albânia), a porta de entrada para o Mar Adriático e a Itália. Dois Generais – Pompeu e César – estavam disputando uma posição nas terras próximas ao porto de Dirráquio. Cada homem liderava um grande exército, acampado do lado de fora da cidade.

Fazendo o jogo da espera cada exército tentava superar o outro através de uma série de fossos, fortes, torres e, de repente, o tédio deu lugar a um encontro sangrento. Desertores do exército de Cesar revelaram um ponto fraco em suas linhas e Pompeu usou essa informação para pegar César desprevenido.

Mas, este aguentou firme e contra-atacou. Começou bem, mas seus homens se encontraram em um labirinto de muros e valetas abandonadas e, quando foram atacados, entraram em pânico.

Alto e duro, César estava lá, entre seus homens. Ele permaneceu firme enquanto alguns soldados recuavam segurando seus estandartes. César pegou os estandartes e mandou seus homens pararem com palavras persuasivas e olhos brilhantes. Mas, nenhum homem parou; alguns olharam envergonhados para o chão e outros soltaram seu estandarte.

Finalmente, um deles ousou golpear o próprio César e a guarda pessoal do Comandante cortou o braço dele, salvando a vida de César. Se não fosse por eles, a guerra civil poderia ter terminado naquele momento.

Três Generais, 3 batalhas e um padrão – uma vida salva no auge do combate. Eles não eram apenas comandantes; na verdade, eles eram soldados conquistando um império. Alexandre, o Grande; Aníbal e Júlio César são os três grandes líderes da história militar antiga. Alexandre estabeleceu o padrão; Aníbal apareceu pouco mais de um século depois afirmando que Alexandre tinha sido o maior General de todos os tempos; César apareceu 150 anos depois e lastimou – quando jovem – ao ver uma estátua de Alexandre, por ainda não ter conquistado nada.

Eles tinham de decidir não só como lutar, mas com quem e por quê. Tinham de definir a vitória, saber quando terminar a guerra e, além, disso, prever o mundo pós-guerra e criar estabilidade e poder duradouro. Resumindo: _ não eram apenas Comandantes; eram também estadistas. Mas, cada um iria querer ser lembrado como herói da batalha, pois só sentiam em casa no meio de uma sangrenta batalha.

Nas batalhas eles eram heroicos e, como líderes em combate e em campanha, eles eram incomparáveis. Como estrategistas, possuíam um registro misturado, pois embora seus planos de guerra chegassem aos céus, somente Alexandre e César chegaram ao alto. Como estadistas os três não foram geniais, pois nenhum deles conseguiu resolver o problema de como criar (ou manter) a nova ordem mundial que cada um previu.

Alexandre (356-323 a. C.) conquistou o maior império que o mundo já viu – a Pérsia. Mas ele morreu antes de completar 33 anos, depois de sofrer um motim de seus homens e sem ter um sucessor. Seu império colapsou e entrou em guerra civil e, cinquenta anos depois, consistia em meia dúzia de reinos, governados pelos gregos – aliados de Alexandre –, mas nenhum por sua família.

Batalhas

Aníbal (247-183 a. C.) assumiu o comando de um império colonial na Espanha fundado por seu pai. Então Roma desafiou seu controle, pois assim como Cartago também eram inimigos mortais. Aníbal lançou uma guerra para acabar de uma vez por todas com o poder de Roma, conseguindo a espetacular proeza de cruzar os Alpes na neve com seu exército de elefantes e marchar contra a Itália. Ali ele protagonizou a maior derrota que Roma já tinha enfrentado, embora tenha perdido a guerra e, como Alexandre, foi o último membro da sua família a manter o poder político em seu Estado.

César (100-44 a. C.) depois da conquista da Gália ganhou uma guerra civil contra a vasta riqueza da República romana. Começou um programa legislativo para transformar a República em uma Monarquia, mas se cansou da política. Estava mais interessado numa nova campanha contra o Império parta (um reino iraniano). Mas, antes de partir para a batalha, foi esfaqueado por senadores romanos.

No entanto, ele estabeleceu uma dinastia; ou melhor, seu sobrinho-neto Otaviano estabeleceu. César nomeou Otaviano seu herdeiro, mas Otaviano teve de lutar 15 longos anos antes que o resto do mundo romano o aceitasse. Ele ficou conhecido pelo nome que adotou mais tarde – Augusto, o primeiro Imperador de Roma.

Cada um dos três era um prodígio militar, enfrentando impérios inimigos com exércitos muito maiores que os seus; exércitos que desfrutavam do comando estratégico do mar e inimigos com vantagens do domínio da terra.

Os 3 lideraram suas forçassem uma invasão importante do território inimigo, pois César cruzou o Rubicão, Aníbal cruzou os Alpes e Alexandre, o Dardanelos. Cada um deles chegou perto de experimentar uma mistura de sucesso e fracasso e, depois, conquistou uma vitória completa. Mas, no final, Aníbal perdeu a guerra, Alexandre e César ganharam vitórias vazias.

A história desses três comandantes é tão atual quanto era há 2 mil anos, oferecendo lições para os líderes empresariais em muitos aspectos da vida, do comando de guerra à sala de reuniões da diretoria – lições e avisos.

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