Como será a retomada da economia pós-pandemia do Coronavírus.

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Por Pedro Paulo Morales

Todos sabemos que os impactos econômicos causados pelo vírus são imensos. Conforme uma pesquisa realizada pelo Sebrae em abril deste ano e divulgada pela CNN indica 600.000 pequenas empresas já baixaram as portas no Brasil. As empresas fechadas representavam 9 milhões de empregos.

A pesquisa foi feita de maneira online entre os dias 3 e 7 de abril, cerca de um mês atrás. Hoje a situação deve estar pior pois alguns estados endureceram as regras de isolamento social e mesmo as empresas que estão funcionando já começam a enfrentar dificuldades operacionais para atender por exemplo a demanda cada vez maior por serviços delivery e reposição de alguns itens de estoque.

Diante desse quadro muito se discute como será a ativação da economia, qual o comportamento que a economia terá quando tudo isso terminar.

Entre os especialistas existem três correntes de pensamento sobre como será a ativação da economia.

Curva em V

Um dos cenários que está sendo desenhado é a da curva em V quando a economia sofre uma queda repentina e igualmente uma aceleração repentina. É muito difícil que esse tipo de recuperação ocorra, pois a economia já está colapsada e provavelmente as pessoas passem a consumir mais timidamente   motivadas por medo de exposição ao vírus, queda de renda ou até mesmo por um consumo consciente.

Curva em U

O outro cenário que está sendo desenhado é o da curva em U que diz que a recuperação será mais lenta e gradual com o consumo crescendo a níveis mais comportados e mais lentamente. Esse cenário é o mais esperado por José Tessada, diretor da Escola de Administração da Universidade Católica do Chile para ele a economia será reativada gradualmente.

Curva em W

O cenário da curva em W projeta que teremos um crescimento intermitente da economia devido a não controle total do COVID-19 ou surgimento de outras doenças que poderá provocar necessidade de necessidade de isolamento das pessoas. Em 2015 o empresário Bill Gates, fundador da Microsoft, já havia alertado sobre a possibilidade de que o mundo cada vez globalizado pudesse ser vítima de epidemia similar à da “gripe espanhola “, que dizimou 50 milhões de pessoas em 1918, atualmente mataria 30 milhões em seis meses devido a uma globalização cada vez maior , com a facilidade de muitas viagens ao redor do mundo, o que aumenta a  possibilidade de contagio. A boa notícia é que nessa mesma entrevista Gates disse que a sua fundação tem um programa de investimento 12 milhões de dólares ao estímulo das pesquisas sobre uma vacina universal contra a gripe.

Seja qual for o tipo de curva da economia ou o surgimento de novas doenças já temos um grande problema para resolver no Brasil e no mundo pois muitas empresas e famílias estão sem recursos para honrar seus compromissos mais básicos com água, luz e aluguéis por exemplo e ao que parece a solução para o reequilíbrio da economia  estará na solidariedade das empresas e pessoas mais ricas para com as pessoas e na intervenção dos governos na economia.

Tudo vai depender de como no Brasil o governo vai estimular a economia. Por enquanto parece que o mais acertado é manter os gastos com a saúde e auxílio social e começar a pensar numa volta gradual da economia. Uma coisa é certa nada será como antes o cuidado com a saúde, as pessoas e o planeta passarão a ser prioritárias.

Pedro Paulo Morales

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Especialista em Controladoria, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Técnico em Contabilidade. Atua também como Editor do Blog Falando de Gestão e Professor EAD www.falandodegestao.com.br , pedropaulomorales@yahoo.com.br

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