Como o legado dos atletas olímpicos pode nos inspirar

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Artigo de Tathiane Deândhela
Acompanhar as competições dos Jogos Olímpicos, a cada quatro anos, nos coloca de frente com os limites de onde o corpo humano é capaz de chegar. O desempenho dos atletas de ponta em todo o mundo e suas histórias – frequentemente de superação – evidenciam que o sucesso quase sempre vem acompanhado de talento, mas, principalmente, de treino, dedicação e esforço.Dificilmente, conseguiríamos correr 100 metros em menos de dez segundos, saltarmos mais de 2,45 m de altura, ou nadarmos 50 metros em menos de 21 segundos. No entanto, essas já foram marcas alcançadas por outros seres humanos, como nós, o que nos mostra que temos todas as condições físicas e mentais de alcançarmos grandes feitos. Não precisamos repetir a marca desses grandes atletas, e nem é esse o objetivo da maioria das pessoas, mas podemos nos inspirar na dedicação deles para tentarmos fazer com excelência aquilo a que nos propusermos na vida.

Mesmo os esportistas mais talentosos colocam a determinação, a dedicação e o treinamento como os principais responsáveis pelas marcas que conseguem alcançar. Há 80 anos, em 1936, nos jogos Olímpicos de Berlim, em pleno avanço dos ideais e da propaganda nazista, o atleta negro norte-americano Jesse Owens desmoralizou Adolph Hitler e venceu as disputas dos 100 metros rasos, 200m, revezamento 4 x 100m e salto em distância. Em contraposição à propaganda ariana, que pregava a existência de uma “raça pura”, Owen fazia questão de atribuir seus resultados ao treinamento. Ele dizia que nós todos temos sonhos “mas, para tornar os sonhos realidade, é preciso uma enorme quantidade de determinação, dedicação, autodisciplina e esforço.”

Para os jogos de 2008, em Pequim, a ginasta brasileira Daiane dos Santos chegou a treinar 12 horas por dia, revezando entre treinamentos, fisioterapia, massagens, musculação e pilates. Ela chegou às finais da competição, infelizmente, não conquistou medalhas, mas, sem dúvida, teve seu nome escrito na história do esporte brasileiro.

Atual campeão dos 100 e 200 metros, o jamaicano Usain Bolt já afirmou em um documentário que pensa em desistir da carreira nos dias de treino pesado. “Muitas pessoas nos veem correndo e acham que é fácil, que não é preciso muito esforço. Mas, antes de chegar às corridas, há muitos sacrifícios. Parece que você vai morrer. Tem horas que dá vontade de jogar tudo para o alto e voltar para casa”, afirmou.

O relato desses atletas, e a experiência de praticamente todos os esportistas de ponta, é um grande alerta para os dias em que acreditamos que as nossas grandes conquistas vão cair do céu. Se, para esportistas que estão entre os melhores da história, ainda é preciso dedicação diária para se manter na ponta, não seria diferente para nós, meros mortais. Precisamos de planejamento e foco para alcançarmos o resultado que desejamos. E mais: precisamos dedicar tempo ao objetivo que queremos conquistar, e, consequentemente, perder menos tempo com atividades que não vão contribuir para isso. O lugar mais alto do pódio (e da vida) não é um acaso, mas o resultado de todo o período de trabalho em busca disso.

A jornada até a vitória é intensa e, como bem destacou Usain Bolt, frequentemente, dá vontade de desistir e ceder a prazeres imediatos. É preciso vencer os adversários nas competições, mas é preciso vencer a si mesmo todos os dias.

Tathiane Deândhela é mestre em liderança pela Universidade de Atlanta, especialista em Gestão do Tempo, Negociação com metodologia aprendida em Harvard, Excelência no Atendimento com metodologia aprendida na Disney (EUA) e Oratória. Master coach, é autora do livro Faça o Tempo Trabalhar para Você. É fundadora do Instituto Deândhela, empresa de cursos especializados em treinamentos de alta performance na área de liderança, comunicação, gestão do tempo, negociação, atendimento etc.

Fonte: www.dino.com.br
 

 

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