Abandone as âncoras

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Por Wellington Moreira

Há uma série de fatores que explicam o sucesso profissional de alguém. A formação acadêmica, os lugares por onde a pessoa passou em sua trajetória, o fato de ter contado com um mentor orientando-a nas encruzilhadas que foram surgindo, a atitude corajosa de aceitar desafios, o quão rápido conseguiu se levantar dos tombos, o tipo de gente com o qual escolheu conviver…

Infelizmente, muitas pessoas não avançam o quanto poderiam porque ficam presas a âncoras que não aceitam largar. Apegadas a algo que lhes aconteceu no passado, deixam de viver o presente e se desenvolver. Carregam um peso desnecessário para todas as esferas da vida, inclusive suas carreiras.

Apego ao passado

Você já deve ter conhecido homens e mulheres que vivem a frustração de não terem casado com aquele amor antigo. Gente que não supera a demissão do emprego que tanto gostava, mesmo anos depois do ocorrido. Ou, então, que conta as suas histórias tristes para todo mundo que encontra pela frente tentando impingir um pouco de autocomiseração e ainda justificar seus insucessos.

As âncoras geralmente se apresentam na forma de crenças limitantes que revelam sentimentos de impotência ou inadequação. A pessoa não acredita que pode dar conta daquilo que está diante dela. Então solta frases do tipo: “Não sou bom o suficiente”, “Eu não consigo fazer “, “Não sei como resolver esse problema”, “Não levo jeito…” ou “Sou muito velho para isso”.

O fato é que alguns seres humanos dizem coisas duras demais sobre si mesmos – e tantas vezes – que depois de um certo tempo acabam se apequenando de verdade. E quando surgem oportunidades de construírem uma nova história já estão programados para se boicotar.

Como diz o filósofo Mario Sergio Cortella: “Na vida, nós devemos ter raízes e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra”.

Descubra quais são suas âncoras

Os navios precisam de âncoras por uma questão de segurança. Sempre que param ou aportam em algum lugar, elas são jogadas para que as embarcações não fiquem à deriva. E, em contrapartida, quando o capitão quer iniciar uma nova viagem, sabe que é preciso recolhê-las logo ou então não sairá do lugar.

Por isso, um dos principais indicadores para você saber se precisa abandonar âncoras na vida é prestar atenção a partir de agora em seus comportamentos na hora da mudança. Como você age quando está diante do desconhecido? Quanto mais aberto se mantém ao novo, menos é prejudicado por elas.

Também fique atento ao fato de que algumas de suas atitudes negativas podem ser reflexo de pessoas-âncora com as quais está muito ligado. Esse tipo de gente, além de não crescer, também procura mantê-lo nas profundezas. Muitas vezes, ao conhecer o companheiro de alguém, você mesmo já deve ter entendido na hora porque a pessoa em questão não conseguia chegar longe.

Jamais esqueci um conselho que escutei ainda na infância. Somos responsáveis por aquilo que acontece em nossas vidas, mas se não tivermos pessoas do nosso lado que nos ajudem a fazer boas escolhas podemos cometer os mesmos erros muitas vezes sem ao menos saber disso.

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