A Verdade das Pessoas

Delano
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Por Carlos Delano Rebouças

Será que a verdade de uma pessoa é uma boa aparência, um sorriso, um cumprimento cordial que nem todos habitualmente fazem uns com os outros, um perfil passado diferente de tantos outros comuns de uma idade ou de um meio social?

Será que a verdade de uma pessoa pode ser maquiada tão facilmente e por tanto tampo, demorando muito para a máscara cair? Será que diante dessa demora, muitas pessoas podem continuar se enganando e influindo outros a serem enganados, desenhando um ser que não significar ser?

O pior de tudo isso é que isso é uma verdade: máscaras parecem colar ao rosto como se fosse uma pele, aliás, passam a ser a sua segunda derme. Pessoas que sabem, ardilosamente, que este é o melhor caminho para conviver em sociedade. Enganando, sabendo que por uma massa quase que esmagadora não é enganado, que a minoria se lixe, pois tenho admiradores que sempre irão erguer a minha bandeira, aquela que fala por mim, mesmo que não seja uma verdade absoluta.

E o que há de hipocrisia em tudo isso? Acreditar que pudemos ser autênticos e assim colher bons frutos na vida? Que sendo assertivos e defendendo nossos posicionamentos, conquistaremos o respeito de quem nos rodeia? Que aglutinaremos uma legião de seguidores em busca de um objetivo comum, por uma crença única e fortalecida entre todos?

Puro engano. Poderemos até não ser contestados no mundo da conveniência, mas, com toda a certeza, repudiados por essa maioria que acredita que calado, sorrindo, cumprimentando e mostrando-se com um ser perfeito, mesmo diante de toda a imperfeição humana, é o perfil perfeito de um ser “gente boa” na sociedade.

Caráter não se define com um simples olhar, nem por uma precipitada conclusão tirada sobre aspectos inconsistentes da natureza humana. A percepção das qualidades humanas requer uma busca mais profunda no ser, na montagem do seu quebra – cabeças, peça por peça, para que não sejamos enganados, muito menos, decepcionados lá na frente com a descoberta do verdadeiro ser. Defeitos, todos temos, mas bem distante de desnecessários para avaliar o homem, sem pôr na balança da vida tudo para ser pesado. Não devemos ser irresponsáveis em deixar nada de fora dessa pesagem, porque pode se tornar o fiel da balança na última pesagem, aquela que mede o caráter de cada um de nós, emitindo-nos o rótulo.

Então, muito cuidado na hora de definir alguém. Lembre-se de que nossas definições são feitas conforme parâmetros definidos sob a nossa óptica do mundo e das pessoas, e sobre as influências que temos. Em outras palavras, medimos pela nossa régua.

Carlos Delano Rebouças Pinheiro é Palestrante e Facilitador, Especialista em Educação Especial Inclusiva, Professor de Língua Portuguesa, formado pela Universidade Estadual do Ceará, Revisor e Produtor de Textos; criador e administrador do Blog Eterno Aprendiz (www.pdelano.blogspot.com.br), voltado para a edificação humana e profissional. Carlos Delano atua também na inserção de jovens no mercado de trabalho

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