A Inteligência Emocional como Competência

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O equilíbrio emocional é uma grande ferramenta para melhores resultados profissionais

O tema Competências tem sido cada vez mais constante dentro da realidade das Organizações. Este nasceu da seguinte pergunta: O que os profissionais com desempenho superior possuem de diferente dos demais? Além disso, o estudo de Competências evoluiu constatando que apenas a Inteligência Cognitiva não garante o sucesso no trabalho. Se não basta ser inteligente intelectualmente, o que é preciso então?

Respondendo a essas questões Bettina Krutman, sócia-diretora da CDH (Competência no Desenvolvimento Humano), mostra, em artigo de sua autoria, que, como demonstram algumas pesquisas, as competências puramente cognitivas (como por exemplo: habilidade de análise, raciocínio lógico, entre outras) acabam sendo praticamente um critério de acesso para as posições de liderança, enquanto as competências que se situam entre a cognição e a emoção (como por exemplo: autocontrole, empatia e habilidades de relacionamento, adaptação às mudanças, etc.) acabam respondendo por 60% do desempenho dos líderes. Nas palavras da profissional, “torna-se crítica a habilidade na identificação e gestão das emoções dentro de nós mesmos e em nossas relações para alavancar o desempenho”.

Bettina releva dados de Bradberry e Greaves, de que apenas 36% das pessoas conseguem identificar precisamente as emoções quando elas surgem. Segundo a coaching, há muito espaço para desenvolver as competências emocionais das pessoas, que diferentemente das competências cognitivas, as competências emocionais podem ser desenvolvidas durante toda a vida. “Tudo que vivenciamos passa primeiro pelo centro das emoções antes de chegar na parte racional do cérebro. Assim sendo, não podemos escolher se iremos sentir antes de pensar, mas podemos escolher o que vamos pensar sobre o que sentimos”, ressalta Bettina.

A falta da Inteligência Emocional, segundo a administradora, reside muitas vezes nas respostas automáticas frente aos sentimentos e na falta de desenvolvimento da habilidade de “ganhar” tempo – dando, mesmo que breve, um momento ao cérebro racional para que ele possa fazer as melhores escolhas do que pensar e de como reagir em determinada situação. “Respostas automáticas, frente às situações que em geral nos geram reações emocionais intensas, podem gerar inconvenientes, por vezes, dramáticos para nós mesmos e para nossos relacionamentos”, orienta Krutman.

A sócia-diretora da CDH ainda complementa seus argumentos com uma dica de ouro: “Faça um trabalho de autoconhecimento, identificando quais as situações ou pessoas que disparam, em geral, uma reação emocional intensa que é sentida, por você, de forma negativa (estresse, irritação, bloqueio, etc.). E, quando souber de antemão, que você terá que lidar com estas situações ou pessoas, prepare-se criando estratégias para dar tempo para o seu cérebro pensar (por exemplo: respire fundo e conte até 10 antes de falar, não responda imediatamente, pare para tomar água ou café, fale com outra pessoa que confie, não responda imediatamente alguns e-mails, etc). Desta forma, você estará treinando novas formas de atuação que propiciem uma maior eficácia pessoal, relacionamentos mais produtivos e satisfatórios e melhores resultados no trabalho”.

E-mail: bettina@cdhrh.com.br

Site: www.cdhrh.com.br

Fonte: Toda Comunicação

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