A gestão da qualidade é responsabilidade de todos, ou é apenas uma história da carochinha?

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Qualidade

Autores: Bruno Rodrigues Cabral, Carla dos Santos Macedo Paes, Tássia Amorim e Mauricéia dos Santos Carvalho.

Para início de conversa, é preciso apresentar o significado da palavra qualidade. Qualidade, segundo alguns dicionários, é a perfeição, precisão ou conformidade relacionada a um padrão preexistente. Tem como origem o termo QUALITAS – o jeito de ser ou a qualidade que se busca, conectando-se com – qual tipo ou de que tipo? Sempre na necessidade de se obter uma correlação do fato a um modelo aceitável.

Consequentemente, existem metodologias que guiam o gestor para um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) – por meio de um padrão considerável. É um instrumento pronto para colaborar com gerentes na verificação e correção de processos, acima de tudo, ineficazes; tentando garantir que a organização possa caminhar com um modelo aceitável de qualidade, o qual possa agregar valor para os interessados – gestores, colaboradores, fornecedores, clientes e acionistas.

E não é difícil de se encontrar culturas organizacionais voltadas à Gestão da Qualidade, mas é quase inócuo os resultados colhidos quando o SGQ tem como escopo trazer a responsabilidade para todos. Poderíamos levantar várias possibilidades de ocorrências que afetam este Sistema, mas preferimos ficar com – a conscientização e o engajamento dos colaboradores no processo, como sendo uma das partes mais sensíveis e críticas nesta metodologia.

Assim, se os colaboradores não se envolverem e não tiverem consciência moral e ética na corroboração do processo, os resultados não serão efetivos. Por fim, torna-se imprescindível o desenvolvimento de capacitações voltadas para a cultura, o código de ética, os pilares, a missão, a visão e as metas da organização.

Estas ausências proporcionam impactos severos na organização – ora por motivos como a incompreensão de seu trabalho, ou ora pelo descompromisso e o desengajamento por parte do colaborador, relacionados a meta e a própria garantia do atingimento do objetivo com a qualidade esperada por parte dos interessados.

Muitas vezes, o problema pode estar associado a necessidade de capacitação ou treinamento. Outras, no próprio colaborador que não possui responsabilidade moral e ética com a organização e os resultados por ela produzidos. Surge diante deste dilema o desafio de gerenciar pessoas e processos que possibilitem gerar um produto final – bens ou serviços de qualidade.

É para isso que chamamos a atenção. Posto que, não é simples enveredar no caminho da gestão quando temos foco na qualidade. O percurso pode ser solitário e muitas vezes entediante – para não se falar “angustiante”.

O estabelecimento de metas claras, treinamentos e capacitações podem ser uma das saídas na crise da Gestão da Qualidade, já que os resultados dependem das pessoas e estas precisam estar motivadas, envolvidas no processo e decididas eticamente a fazer o melhor dentro de suas responsabilidades na organização. Por fim, é imperioso enfatizar que se torna de extrema importância proporcionar um ambiente que possibilite a construção, motivação e promoção, em cada colaborador, da importância de seu envolvimento e papel dentro do processo.

A gestão da qualidade é responsabilidade de todos, ou é apenas uma história da carochinha? Tudo isso poderia ser o velho conto da carochinha, mas, é sim responsabilidade de todos garantir a qualidade na organização.

Antes que o gestor seja massacrado sem nenhuma defesa, é preciso trazer à baila que uma péssima avaliação não demonstra a gestão per si, mas como é o trabalho realizado pelos colaboradores – em equipe. Gerenciar pessoas e alcançar resultados dentro da organização é um desafio, posto que requer conhecimento técnico, disposição e energia para motivar, incutir e envolver todos no processo. Vale aquela máxima – o talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos (Michael Jordan).

Confrontos. Conflitos. Palavras bem próximas uma da outra em que gestores tem conhecido bem e que precisam de muitos esforços além de empatia para solucioná-los, respaldando-os por regras conhecidas por todos e instrumentos de punições para que assim garanta a responsabilização pelas omissões, negligências e atos que firam o interesse organizacional. Caso contrário, a responsabilização e cobranças acabam recaindo na figura do gestor, que sozinho recebe o ônus do insucesso da execução operacional. Por fim, pode-se inferir, incorretamente, que a gestão da qualidade possui um único responsável – o gerente, e não o grupo de colaboradores…

Autores

Bruno Rodrigues Cabral

Mestre em Gestão Pública e Cooperação Internacional (UFPB); Pós-graduado em Gestão Pública (IFPE); Pós-graduado em Gestão Financeira, Auditoria e Controladoria (FAAM); e Graduado em Ciências Contábeis (FACET). Licenciando em Geografia (UEPB). Exerce Atividade de Auditoria Interna Governamental – AIG; Escritor; Professor; Palestrante; Colunista do Site Falando de Gestão (FG); e organizador da sexta edição do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); Membro da Comissão Científica da Revista de Práticas em Gestão Pública Universitária (PGPU/UFRJ); e pesquisador no grupo de pesquisa em Vulnerabilidades Urbanas e Socioambientais. Atuou como parecerista de Regras da ABNT do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); organizador da quinta e sexta edição do Livro de Gestão Pública do Grupo de Técnicos Administrativos da Educação Federal (GPTAE); parecerista ad hoc pela Revista de Educação Interdisciplinar e Ciências Sociais (RECEI/UERN); Ex-diretor de Capacitação e Aperfeiçoamento da União Nacional dos Auditores do Ministério da Educação (UNAMEC); Ex-pesquisador no grupo de pesquisa de Estudos em Estado, Sociedade e Políticas Públicas (GESPP); Ex-membro da Comissão Permanente da Flexibilização da Jornada de Trabalho (CPFJ); Ex-membro da Comissão Permanente de Avaliação da UFERSA (CPA).

Carla dos Santos Macedo Paes.

Mestre em Tecnologia pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – RJ (2016), Pós-graduada em Tecnologias de Gestão da Produção e Serviços pelo Instituto Nacional de Tecnologia (2009). Possui graduação em Direito pela Faculdade Moraes Júnior (2003). Assistente em C&T do Instituto Nacional de Tecnologia. Desde julho de 2017 é Coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas da Diretoria de Administração da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE. Tem experiência nas áreas de Gestão Pública, Administração Pública, Gestão de Pessoas, Gestão por Processos, Gestão por Competências, Gestão da Inovação Tecnológica, Projetos de Inovação Tecnológica e em Ciência e Tecnologia há 23 anos. Na área do Direito possui experiência atuando nas áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Direito de Família, Órfãos e Sucessões, Direito Constitucional, Direito do Consumidor, Direito Trabalhista e Previdenciário, Direito de Propriedade Intelectual. Professora com Especialidade nas Disciplinas de Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito do Trabalho e Direito Previdenciário.

Tássia Amorim

Graduada em Ciências Contábeis pela (UFAL/2011), especialista em MBA Finanças Corporativas, auditoria e controladoria (UNIT/2016), cursando MBA em Auditoria Fiscal. Atuou como agente pleno de controladoria hoteleira em empreendimento de bandeira internacional, administrado pela Atlântica Hotels Internacional. Dedicou maior parte da sua carreira profissional a assessoria e contabilidade pública municipal, incluindo serviços de prestação de contas eleitoral. Atua no terceiro setor como gerente da Unidade de Administração, Contabilidade e Finanças na FUNDEPES.

Mauricéia dos Santos Carvalho.

Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, graduada no Curso Superior de tecnologia em Gestão Pública pela Universidade Federal de Campina Grande – CDSA – Sumé- Paraíba. Especialista em Auditória e Perícia Contábil – UEPB e em Gestão Pública Municipal oferecido pela Secretaria de Educação a Distância UEPB/UAB/CAPES/PNAP. Mestra no Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública e Cooperação Internacional – UFPB. Professora Substituta no curso de Ciências Contábeis – UEPB- Campus – VI. As linhas objeto de estudos são: auditoria e perícia contábil, contabilidade do agronegócio, setor contábil (contabilidade intermediaria e prática), gestão pública, contabilidade do terceiro setor e contabilidade aplicada ao setor público.

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